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Capital vai receber R$ 25 milhões do governo federal para melhorar atendimento à gestante na rede pú

03 julho 2012 - 10h08Casimiro Silva

A macrorregião de Campo Grande foi contemplada com 59% dos recursos liberados pelo Ministério da Saúde para custear em Mato Grosso do Sul a Rede Cegonha, um programa que será desenvolvido em todo o país  que tem como meta reduzir o índice de mortalidade materna . Estão programadas ações que têm como foco melhorar os programas de assistência à gestante de alto risco, melhorar as ações preventivas oferecendo exames nas unidades básicas de saúde também para o homem. Haverá investimento na estrutura hospitalar e suporte para assistência às crianças até os dois anos de idade. Dos R$ 42 milhões assegurados para Mato Grosso do Sul até 2015, os municípios no entorno da capital ficarão com R$ 25 milhões, com a liberação imediata de R$ 9,3 milhões.

Nesta região, o objetivo é assegurar atendimento nos próximo dois anos a 80% das gestantes, em torno de 20.632 pacientes, sendo 3.095 de alto risco. Para as crianças entre 12 e 24 meses, estão programadas 41.264 consultas (duas por ano). Foram reservados R$ 530 mil para custear uma bateria de testes rápidos e exames na rede pública. A estimativa é de que em dois anos as unidades básicas de saúde façam, por exemplo, mais de 20 mil exames de teste rápido para gravidez; 41.264 exames com teste rápido para sífilis e a mesma quantidade de teste rápido para HIV.

Esses exames já são feitos na rede pública de saúde, mas demoram para ficar prontos. Se alguma doença for confirmada como sífilis ou a Aids, o tratamento será iniciado mais rapidamente. Na capital serão distribuídos 14.805 kits para mães, que receberão uma bolsa, com trocador, pomada contra assadura, fitas adesivas. Em média, cada unidade básica receberá 234 kits.

Segundo a coordenadora do Programa da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde, Fabiana Cavalcante de Araújo Sanches, um dos hospitais que será beneficiado com reformas e compra de equipamentos é o Hospital da Mulher – Vó Honória Martins Pereira, nas Moreninhas. Serão investidos R$ 300 mil, sendo R$ 100 mil só para compra de equipamentos. Com a reforma, o hospital vai passar por um processo de ambientação, proporcionando um melhor atendimento às gestantes.

Segundo a gerente administrativa do hospital, Nildete Mesquita Corrêa de Freitas, essas mudanças começaram em setembro de 2011. O berçário foi fechado para que o recém-nascido ficasse ao lado da mãe desde sua saída do centro cirúrgico.

Também receberão investimentos para reforma e ampliação da suas maternidades a Santa Casa (R$ 300 mil); o Hospital Regional Rosa Pedrossian (R$ 300 mil) e a Maternidade da Cândido Mariano (R$ 300 mil). Receberão recursos para a construção do centro de parto normal, a Santa Casa (R$ 350 mil e mais R$ 80 mil para custeio) e o Hospital Universitário (R$ 350 mil para obras e R$ 80 mil para o custeio). Está prevista a construção das casas de apoio à gestante de alto risco e ao bebê prematuro, na Santa Casa (R$ 355,8 mil para as obras, R$ 44 mil destinados a compra de equipamentos e R$ 60 mil de verba para o custeio); no Regional (R$ 335,8 mil na obra, R$ 44 mil de equipamento e R$ 60 mil de custeio) e o Hospital Regional (R$ 335,8 mil para obra, R$ 44 mil equipamentos e R$ 60 mil equipamentos).

Mortalidade materna
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), morte materna é toda morte causada por problemas relacionados à gravidez, ao parto ou ocorrida até 42 dias depois do parto. É considerado aceitável o índice de 20 mortes maternas para cada cem mil nascidos vivos; entre 20 e 49 mortes o índice é considerado médio; entre 50 e 149 mortes é alto e, acima de 150, muito alto.
No Brasil, a taxa oficial de mortalidade materna é de 75 para cada cem mil nascidos vivos, sendo, portanto, um índice alto. Em Campo Grande, no ano de 2010 a taxa foi de 46,89 para cada cem mil nascidos vivos.

Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP) mais de meio milhão de mulheres morrem a cada ano por causas relacionadas à gravidez ou ao parto, na maioria das vezes por falta de atendimento médico. Os países pobres são os que mais contribuem para esses índices.

Quanto aos índices de mortalidade neonatal no Brasil, pesquisas confirmam que de cada mil nascidos 14% morrem antes de completar seis dias; quase 4% morrem entre o sétimo e o 27º dia; em torno de 10% entre 28 e 364 dias. Os dados levantados em 2010 na capital revelam que para cada mil nascidos vivos, cerca de 6% morrem antes de completar seis dias; em torno de 8,6% morrem entre os sete e 27 dias e aproximadamente 4,3% entre 28 e 364 dias.

Via CG Notícias

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