Yago, o bebê que foi mantido no útero da mãe com morte cerebral completa sete meses na próxima terça-feira (31), está estável e continua evoluindo durante o tratamento na Unidade Intermediária da Santa Casa de Campo Grande.
Quase dois meses após receber alta da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTI), Yago está mamando e respirando sem auxilio de aparelhos. De acordo com a assessoria do Hospital o bebê está mamando sozinho e respirando o ar ambiente. “Nessa unidade, o tratamento é focado no desenvolvimento do bebê”, explica.
Na Unidade Intermediária, o bebê deu início ao tratamento de fonoaudiologia para estimular as funções orais, como a sucção, e de fisioterapia, para estimular funções motoras e respiratórias.
Yago também apresentou ganhou peso e passou a meta estabelecida pelo neonatologista Walter Peresm. Segundo a assessoria da Santa Casa, o bebê está pesando 2,830 kg. Quando recebeu alta da UTI no dia 30 de agosto Yago pesava 1,685 kg.
A expectativa de Peresm era que o bebê conseguisse chegar aos 2 kg, segundo o Hospital, nos primeiros meses de vida Yago não conseguia manter o peso.
O bebê nasceu no dia 31 de março com 27 semanas. Na primeira semana, o bebê recebeu o primeiro leite materno via sonda oral. Na véspera de completar cinco meses recebeu alta da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTI)
Caso inédito
O caso de Yago é inédito em Mato Grosso do Sul e foi marcado pela troca de informações com médicos do Espírito Santo, Paraná e Portugal, onde houve situação similar. Com a morte encefálica da mãe, Renata Souza Sodré, 22 anos, o nascimento do bebê era uma aposta de alto risco.
Após a família decidir pela manutenção de Renata nos aparelhos para que Yago viesse ao mundo, a paciente começou a receber administração diária de medicamentos, pois com a morte cerebral, o corpo para de produzir hormônios, além de outras alterações ocorrentes. O trabalho envolveu todos os setores do hospital desde a equipe da limpeza até o corpo clínico. Todos os dias, Yago era acompanhado por exame de ultrassom.
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