A operação da CPI da Energisa para recolher 40 relógios medidores, ocorreu na quarta-feira (18), em Campo Grande, com participação de membros da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), da concessionária de energia, da Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor (Procon/MS) e representantes da sociedade organizada civil.
Foi o primeiro dia da operação que irá recolher relógios de energia para serem periciados pela Universidade de São Paulo Campus de São Carlos (USP-São Carlos), a partir do dia 27 de março.
No total, serão 200 equipamentos entregues para a USP-São Carlos, que fará a perícia para saber se há erros na medição de consumo na residência em que ele estava instalado.
De acordo com o relator da CPI, o deputado estadual, Capitão Contar (PSL), que também está integrando as equipes de coleta e coordenando os trabalhos, “a transparência é essencial para a população sul-mato-grossense”.
“As unidades consumidoras foram sorteadas no âmbito das reclamações ou denúncias já realizadas no Procon, ou seja, com prováveis indícios de problema”, salienta o deputado Contar e explica que, “estamos acompanhando os funcionários da concessionária na retirada do relógio, e, com autorização do morador, ocorre a substituição do medidor. Posteriormente o equipamento é conferido, lacrado pelo relator e armazenado em uma sala segura da Energisa, de onde será encaminhado à USP-São Carlos”.
Durante a operação da CPI Energisa, os membros da Comissão ouviram relatos dos consumidores que reafirmam a falta de assistência da empresa. “Se for para melhorar que eles levem o meu relógio, a gente até apoia, mas não temos muitas expectativas, pois toda vez que a Energisa ou a Águas mexem nos aparelhos, o caso só piora e ainda temos que pagar por um trabalho que nem sabemos o que é. Em um dos serviços realizado em casa, eles arrancaram o lacre e não tinha outro para repor. Liguei, avisei e quando apareceram, me multaram. Tentei recorrer, mas não teve jeito, tive que pagar”, relatou o representante comercial, João Inácio de Souza.
Situação, compartilhada pelo empresário Marcelo Garcia, “minha conta de casa saltou de 100 para 500 reais e do meu estabelecimento de 2 mil para 4 mil reais. Já pedi aferição e nada. Agora, quem sabe, teremos uma resposta”.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Dupla pega 40 anos de prisão por matar mulher brutalmente em Campo Grande

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 55 milhões nesta terça

Força Tática desmantela esquema de 'disk drogas' em Campo Grande e prende três

Desembargadores do TJMS mantêm tornozeleira em delegado investigado por corrupção

MPMS lança na COP15 ferramenta para mapear e reduzir atropelamentos de animais

Criminalizar jornalistas é erro jurÃdico e ameaça à democracia, diz presidente da OAB-RJ

Homens que mataram mulher queimada em Campo Grande vão a júri popular

GAECO do RJ cumpre mandados em Campo Grande em investigação contra bicheiro

Gravação de incêndio em usina de Nova Alvorada do Sul termina em justa causa

No total, 40 relógio medidores foram coletados, ainda faltam 160 (Reprodução/Assessoria)



