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Desafio da rota não é a Cordilheira dos Andes, mas a alfandegária, aponta Marcelo Miglioli

02 setembro 2017 - 10h16Da redação com Assessoria

Depois de percorrer cerca de três mil quilômetros entre Campo Grande e Antofagasta (Chile) e no caminho visitar as Cordilheiras dos Andes, um dos desafios para levar os produtos de Mato Grosso do Sul aos portos do Pacífico por rodovias, o secretario de Estado de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, concluiu que a rota bioceânica a partir de Porto Murtinho é, seguramente, a mais viável para tornar Mato Grosso do Sul competitivo no mercado internacional.

Miglioli disse ter ficado muito satisfeito com a infraestrutura dos portos do Chile, o ritmo acelerado das obras em fase de conclusão do último trecho a ser asfaltado na Argentina e com o interesse demonstrado por paraguaios, argentinos e chilenos com o projeto do novo corredor. “Voltamos para casa convictos de que o nosso governo está no caminho certo ao priorizar um projeto que transformará as nossas riquezas e vai expandir o turismo”, disse.

Cordilheira não é obstáculo

Segundo o secretário, a parte de infraestrutura do trecho está muito bem alinhada, lembrando que o Paraguai já licitou um trecho de sua estrada, a partir da fronteira com Porto Murtinho, cuja obra deve ser executada no início de 2018, e já prepara a contratação do segundo trecho. Ele ficou surpreso com o ritmo com que a Argentina pavimenta os últimos 24 km da rota em seu território e acredita que a ponte sobre o rio Paraguai, em Murtinho, será licitada no início do próximo ano.

“A Cordilheira dos Andes, no Paso Jama, a nossa grande dúvida, deixou de ser uma preocupação porque os empresários do setor de transportes que viajam conosco nesta caravana até os portos do Chile, asseguram que os caminhões de três eixos sobem aquela rodovia ingrime sem problemas”, falou Miglioli.

Outro desafio, na sua avaliação, é a questão aduaneira, cujo assunto já tratou com o coordenador-geral de Assuntos Econômicos do Ministério das Relaões Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, também acompanhando a expedição realizada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística ao Paraguai, Argentina e Chile para conhecer a infraestrutura e os trâmites na parte da burocracia fiscal e migratória.

Empenho do governador

“A questão das fronteiras tem que avançar muito e rápido, não podem funcionar da maneira como se encontram hoje”, alertou. “Não podemos pensar em turismo e produção da forma como funcionam a aduana, desde a nossa fronteira com o Paraguai, e para isso o nosso governo vai pedir o apoio da bancada federal para que a burocracia não seja um empecilho para o sucesso da rota da integração, que hoje é uma realidade concreta”.

Marcelo Miglioli destacou, ainda, que os gestores públicos precisam acompanhar o ritmo da iniciativa privada, que é muito rápido, para unificar as questões fiscais e sanitárias com os países parceiros para evitar embaraços alfandegários. “Os empresários que viajam conosco já estão vendo oportunidades de negócios antes mesmo da concretização das obras da rota, e o governo está fazendo a sua parte, com o empenho pessoal do governador Reinaldo Azambuja.

Assunção: última agenda

A caravana de Mato Grosso do Sul chegou na Capital paraguaia no final da tarde dessa quinta-feira (31.8), concluindo uma das viagens mais longa da expedição: foram 1100 quilômetros desde Salta, na Argentina, por rodovias movimentadas, algumas em obras, outras com deficiências na pista. No caminho, dificuldades para abastecer os veículos porque a maioria dos postos de combustíveis não aceitava cartões de crédito.

Assunção conclui esta segunda etapa da Rota de Integração Latino-Americana (Rila) com uåådo país Eladio Loizaga (Relações Exteriores) e Ramon Jimenes Gaona (Obras Públicas e Comunicação). No encontro, está prevista uma explanação do presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística, Claudio Cavol, sobre a rota bioceânica. 

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