A detenção de imigrantes é utilizada de forma excessiva nos Estados Unidos e carece de bases legítimas, disse nesta terça-feira (12) o Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenções Arbitrárias, que pediu ao governo norte-americano que garanta o respeito aos direitos humanos nesta situação. As informações são da agência de notícias espanhola EFE.
Segundo números oficiais, pelo menos 352 mil pessoas são detidas por ano nos EUA enquanto aguardam o resultado de seus procedimentos migratórios, o que custa aproximadamente US$ 2 bilhões aos contribuintes.
Os membros do Grupo de Trabalho da ONU realizaram uma missão nos EUA em outubro do ano passado, durante a qual tiveram a oportunidade de visitar centros de detenção de imigrantes, se reunir com eles e seus familiares, e encontrar com funcionários de diversas entidades governamentais.
O resultado dessas indagações está em um relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos, que indica que "a opinião do Grupo de Trabalho é que os atuais níveis de detenção de imigrantes demonstra um excessivo uso das detenções neste âmbito, que não pode ser justificado por uma necessidade legítima".
O grupo da ONU considera, por outro lado, que há "incentivos econômicos" que levam à detenção de imigrantes, em um contexto no qual cerca de 44% de imigrantes detidos está confinada em centros de detenção subcontratadas. As empresas que administram esses centros recebem por número de presos.
"O Grupo de Trabalho observou que a subcontratação de empresas privadas era um dos elementos que facilitava significativamente o aumento no número de imigrantes presos", por isso "pedimos que seja interrompida sua utilização", aponta o relatório.
Outros problemas que os membros do Grupo de Trabalho da ONU constataram têm a ver com a inexistência de avaliações individuais que justifiquem a detenção do imigrante, o tratamento que estes recebem e que é similar ao de um delinquente, e os prolongados períodos de detenção, que podem superar um ano.
As alternativas à detenção sugeridas passam pelo uso de braceletes ou outros dispositivos eletrônicos de vigilância, que o Grupo de Trabalho considera que devem ser reservados a "contextos criminais".
Deixe seu Comentário
Leia Também

Abordagem a carro de app termina com trio preso com droga e arma em Campo Grande

Policiais e bombeiro participavam de organização criminosa de contrabando, aponta PF

Suspeito de esfaquear padrasto e manter idosa refém morre em confronto com o Choque

Criança é surrada pelo próprio pai; mãe busca proteção na PolÃcia Civil em Campo Grande

TJMS aumenta pena de homem que matou cachorra da ex-companheira em Campo Grande

População sofre com longa espera por exame cardÃaco, e investigação é aberta na Capital

VÃdeo mostra execução a tiros e correria generalizada em adega lotada no Jd. Vida Nova

PM prende traficantes e fecha 'biqueira' no Jardim Los Angeles, em Campo Grande

Justiça barra recurso e acusado de tentativa de feminicÃdio vai a júri em Campo Grande







