Na manhã desta quinta-feira (25) a Polícia Federal com o apoio da CGU - Controladoria Geral da União deflagraram a “Operação Again” que investiga fraudes no processo licitatório dos Hospitais Universitário e Regional de Campo Grande. Por determinação judicial, os dois principais envolvidos terão de usar tornozeleira eletrônica.
Segundo a PF o médico Mercule Pedro Pauslista Cavalcante, que era funcionário de ambos os hospitais, usava sua influência para cometer as fraudes. Pablo Figueiredo é representante da empresa Amplimed que era a empresa contratada nas licitações.
A empresa Amplimed já havia sido investigada pela PF na operação “Sangue Frio” em 2013, mas trocou sua razão social e continuou a praticar as fraudes.
A PF ainda suspeita que através da influência do médico em ambos os hospitais era facilitado o desvio dos equipamentos para hospitais particulares da Capital, como é o caso do Hospital da Cassems. De acordo com a CGU era possível fazer tal desvio devido às condições precárias do controle de estoque dos hospitais públicos.
Dessa forma, um equipamento que poderia ser esterilizado e usado novamente no hospital público, era esterilizado e desviado para o hospital particular.
Nessa fase da operação foram cumpridos 20 mandados de prisão. Ainda foram aprendidos materiais que serão analisados para a próxima fase da operação.
O médico Mercule Pedro Pauslista Cavalcante está afastado do serviço público e não poderá trabalhar em nenhum deles durante o decorrer da investigação. Seu CRM não foi cassado.
As Fraudes
A“Operação Again” descobriu que atividade delituosa contava com o envolvimento de servidores públicos que recebiam vantagens ilícitas das empresas envolvidas no esquema de fraude a licitações, com ênfase no setor de hemodinâmica (método diagnóstico e terapêutico que usa técnicas invasivas para obtenção de dados acerca de cardiopatias). As propinas pagas eram dissimuladas de diversas formas, tais como pagamentos de viagens e transferências de veículos de alto valor.
A Organização Criminosa desarticulada causou um prejuízo de aproximadamente R$ 3.200.000 em desvios de verbas públicas, em um universo de R$ 6 milhões analisados nos contratos.
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