Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que 787 venezuelanos regulares foram interiorizados para Dourados, sendo o município sul-mato-grossense o que mais recebeu refugiados no interior do Brasil. No ranking geral das cidades que mais acolheram essas pessoas, Dourados ocupa o 2º lugar, atrás apenas de São Paulo (SP), que já recebeu 1059 venezuelanos.
O número está relacionado aos registros controlados pela agência de migração da organização e não representa o quadro real de venezuelanos em Dourados, uma vez que muitos também cruzam a fronteira de forma independente. São vários os motivos que levam essas pessoas a deixar seu país. Fugitivos da fome, do desemprego, da violência e da ditadura de Nicolás Maduro, mais de mil venezuelanos encontraram em Dourados um lugar para recomeçar a vida.
A meta inicial para o acolhimento em Dourados era de 400 imigrantes, com garantia de emprego e assistência de moradia no primeiro mês, porém, esse número praticamente triplicou, de acordo com a associação Dunamis Multicultural, formada por imigrantes venezuelanos que pretendem organizar a comunidade no município.
As informações foram confirmadas pela diretoria da Cáritas, organização da igreja católica que, em parceria com outras denominações, fez o acolhimento dessas famílias em Dourados, conduzidos pelo Exército Brasileiro e ONU.
Conforme Odair Laércio de Lima, membro diretor da Cáritas, acredita-se que a cidade abrigue entre mil e 1,5 mil refugiados. Segundo ele, o que provocou a ampliação da comunidade venezuelana no local foram as integrações familiares.
Como muitos imigrantes que chegaram a Dourados com emprego garantido acabaram não conseguindo permanecer nos postos e foram demitidos, as ações voluntárias ficaram extremamente sobrecarregadas. Atualmente, a iminência de um caos social começa a preocupar.
A maior parte dos empregos destinados aos venezuelanos são oportunidades rejeitadas por brasileiros, com baixa remuneração e nenhuma bonificação por qualificação profissional.
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Cáritas acredita que Dourados abrigue entre mil e 1,5 mil refugiados (Divulgação/ONU)



