A execução da testemunha do atentado contra o prefeito Dirceu Bettoni (PSDB), pode ter ligação com a atuação do narcotráfico em Mato Grosso do Sul e no Paraguai.
Os moradores de Paranhos relatam que evitam sair de casa e muitos andam armados, devido aos frequentes crimes bárbaros na região.
Jomar Lemes ou Jomar Alcange de Oliveira, que tinha duas identidades, 47 anos, foi executado em praça pública no último domingo (17), na frente da Delegacia de Polícia Civil onde tinha acabado de testemunhar. Os policiais brasileiros ouviram os tiros, mas não tiveram tempo de reagir. No local, acharam 37 cápsulas de munição de pistola 9 milímetros e oito de .40, que mataram o homem logo após o interrogatório.
Segundo informações do site Porã News, o ataque ao prefeito foi feito com um revólver 32, considerado de uso "doméstico" na fronteira e pouco adequado para um atentado de pistoleiros profissionais.
Narcotraficante "Treme Terra"
A testemunha executada seria funcionário do "Treme Terra", um narcotraficante conhecido pelas autoridades paraguaias.
Policiais da Unidade Especializada de Combate ao Narcotráfico de Curuguaty apontam "Treme Terra" como arrendatário de uma área onde flagraram 17 hectares de plantação de maconha, em junho de 2017.
Segundo informações do ABC Color, "Treme" teria nacionalidades brasileira e paraguaia e está envolvido em diversas ações judiciais e disputas por posse de fazendas em regiões como Chaco, no pantanal paraguaio.
Em comentário na notícia do jornal paraguaio, no entanto, um advogado paraguaio discorda das acusações. Segundo ele, "Treme" é que teria, na realidade, denunciado a existência da plantação de maconha na área arrendada, já que o cultivo estaria sendo realizado em uma mata de reserva ambiental da fazenda arrendada.
Ainda segundo o advogado, o flagrante contra "Treme Terra" teria sido plantado por pessoas com quem ele estaria em disputas judiciais.
Uma das linhas de investigação sobre a motivação para os tiros disparados contra o prefeito, é justamente uma disputa envolvendo suposta venda de fazenda pelo prefeito.
O suposto mandante do crime não teria feito o pagamento da propriedade, e por isso, o prefeito protocolou ação na justiça paraguaia, que teria bloqueado os bens do comprador. A polícia brasileira evita falar sobre o assunto e não confirma as linhas de investigações.
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