O Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor), juntamente com a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), estiveram no Hipermercado Extra na manhã desta quinta-feira (25) na rua Maracaju – Centro da Capital, e apreenderam quase meia tonelada de peixes impróprios para consumo.
De acordo com o superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão, a prática incorreta do estabelecimento pode gerar multa de R$ 5 mil a R$ 50 milhões. A peixaria do Extra está interditada e os responsáveis tem 24 horas para organizar o local.
“Nós recebemos uma denúncia, montamos uma operação, enviamos fiscais a paisana e conseguimos constatar que os produtos estavam sendo comercializados estragados. Produtos principalmente de origem animal, havia peixe em estado de decomposição”, afirmou Salomão.
“Outras irregularidades também foram encontradas como a falta de precificação e produtos armazenados em temperaturas incorretas. Na cozinha do hipermercado encontramos queijos vencidos, eu acredito que seriam ralados para serem colocados em pizzas fabricadas pelo mercado”, disse.
Conforme Salomão, 15 agentes do Procon trabalharam nessa operação. O superintendente aponta ainda, ao mês são feitas 20 denúncias com reclamações de comércios que vendem alimentos estragados em Campo Grande.
Denúncia
De acordo com o boletim de ocorrência registrado nessa quinta-feira, um ex-funcionário do Extra que denunciou o local e diante da grave denúncia os agentes da Decon foram até ao comércio e constaram irregularidades sanitárias quanto ao acondicionamento dos produtos perecíveis. Vários produtos expostos à venda estavam com prazo de validade vencido, além da constatação de irregularidades na câmara fria dos peixes. Muitos peixes estavam estragados e apresentavam textura da carne viscosa, mau cheiro, e coloração imprópria.
Os produtos foram retirados da área de venda do Hipermercado e descartados pela Vigilância Sanitária. “Tiramos 475 kg de peixes estragados da área de venda. E por enquanto somente a peixaria está interditada. O Hipermercado já é reincidente, mas a primeira vez não foi ajuizada, agora tudo será juntado em um mesmo processo”, explicou Salomão.
Salomão contou que o gerente do estabelecimento é quem responderá pelas irregularidades, mas ele não foi encontrado na hora da operação. "Um processo administrativo será aberto assim como um inquérito policial. Essa prática de vender alimentos vencidos pode gerar uma multa que varia de R$ 5 mil a R$ 50 milhões ao estabelecimento”, acrescentou.
Marcelo revelou que existem mais cinco estabelecimentos na mira do Procon que serão fiscalizados nos próximos dias. A redação do JD1 Notícias tentou contato com o Hipermercado Extra mas até a publicação desta matéria não obtivemos êxito.
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