Johnny Teodoro de Souza, de 33 anos, que matou a ex-esposa Pâmela Jennifer Garicoi foi coondenado a 18 anos e 6 meses de prisão por feminicídio pelo 2ª do Tribunal do
Júri de Campo Grande nesta quarta-feira (25). De acordo com a sentença, o ex-marido assassinou Pâmela por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e no âmbito de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Um ano após o assassinato, durante o julgamento, o cusado recusou-se a prestar depoimento, exercendo o seu direito de permanecer calado. Ele também não quis permanecer em plenário para acompanhar o julgamento.
A defesa do acusado, não pediu sua absolvição, nem a descaracterização do feminicídio, mas defendeu o afastamento das outras duas qualificadoras.
Segundo sua tese da defesa, a torpeza já se encontra inserida no núcleo do feminicídio, Já o recurso que dificultou a defesa da vítima, seria necessário que o acusado tivesse planejado cometer o delito de forma a não permitir que a ex-mulher se defendesse, o que não teria ocorrido no caso, já que ele teria agido de forma impensada.
O Conselho de Sentença, por maioria dos votos declarados, condenou o réu no homicídio qualificado nos termos da pronúncia. O juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, fixou a pena-base em 19 anos de reclusão e reduziu em 6 meses pela atenuante de confissão.
Morta pelo ex-marido
O assassinato brutal de Pâmela chocou a população da Capital. Na tarde do dia 23 de março de 2017, o ex-marido Johnny Teodoro de Souza, 31 anos, executou a tiros a ex no local onde a vítima trabalhava, em uma loja de gesso, no bairro Monte Castelo e depois tentou se matar com um tiro na cabeça.
Pâmela foi atingida no pescoço e ficou interada em coma por vários dias no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) da Santa Casa de Campo Grande, vindo a falecer no dia 25 de abril do mesmo ano.
Johnny também ficou internado no mesmo hospital que Pâmela. Ele perdeu a visão do olho esquerdo e, no dia 5 de abril de 2017, recebeu alta e foi encaminhado para uma cela na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
Casamento marcado pela violência
Jennifer e Johnny foram casados por 11 anos. As agressões do marido começaram em 2009, mais três registros de violência doméstica foram registrados contra Johnny até a data do assassinato.
Em janeiro de 2016, o casal se separou e Jhonny não podia se aproximar da ex, por ordem da Justiça. Poucos dias antes do crime, o acusado mandou mensagens ameaçando a ex, forçado-a a reatar o relacionamento.
Pâmela deixou duas filhas, uma de 5 e outra de 12 anos. Uma das crianças é, também, filha de Johnny.
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Reprodução (TJMS)



