A Justiça decretou o mandado de prisão preventiva dos cinco fazendeiros acusados de ataques a indígenas em julho de 2016 na fazenda Yvu, em Caarapó.
Os fazendeiros Nelson Buainain Filho, Jesus Camacho, Virgílio Mettifogo e Eduardo Yoshio Tomonaga devem se entregar a Justiça, segundo a defesa dos acusados.
Na terça-feira (26), a primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva de cinco fazendeiros. Os ministros entenderam que não há ilegalidade nas prisões que justifique a atuação do STF e reverteu liminar que havia sido concedida em outubro de 2016.
Para o advogado do fazendeiro Buainain, Gustavo Passarelli, a decisão do STF foi formal. “Não foi uma decisão de mérito, não foi uma decisão por entender entender que eles são perigosos ou cometeram o crime, foi uma decisão meramente formal”, argumenta Passareli.
A defesa do fazendeiro ainda afirmou que vai entrar com habeas corpus para reverter a decisão.
Ataque
Indígenas da etnia Guarani-Kaiowá ocuparam a Fazenda Yvu, em Caarapó no dia 12 de junho de 2016. No dia 14 de junho por um grupo de 200 fazendeiros se organizaram para retirar os indígenas do local. No ataque, oito ficaram feridos e Clodioude Aquileu Rodrigues morreu.
Em agosto do ano passado os cinco fazendeiros foram presos e são acusados dos crimes de constituição de milícia privada, homicídio, lesão corporal e dano qualificado.
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