O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, advertiu ontem (21) no seu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, sobre o "egoísmo nacional" na política mundial, em uma aparente rejeição do lema "Estados Unidos Primeiro" proposto pelo presidente Donald Trump.
"O lema 'nosso país primeiro' apenas leva a mais confrontos nacionais e menos prosperidade. No final, existem apenas perdedores. Devemos manifestar-nos contra esta visão de mundo, precisamos de mais cooperação internacional e menos egoísmo nacional, e não o contrário", enfatizou Gabriel, embora sem mencionar diretamente Trump.
O ministro alemão conclamou a um fortalecimento das Nações Unidas, citando as vantagens que a cooperação europeia e internacional trouxe para o seu país. "Não foi [o lema] 'Alemanha primeiro' que fez a Alemanha forte e próspera, mas foi a responsabilidade europeia e internacional primeiro o que deu aos alemães paz e prosperidade", disse.
Acordo com o Irã
"O que o mundo precisa com urgência é uma nova confiança", disse Gabriel, reiterando o compromisso alemão com o acordo nuclear com o Irã e alertando que a retirada do pacto só tornaria mais difícil estabelecer um acordo com a Coreia do Norte em relação ao seu programa nuclear.
"Qual país vai concordar em reverter seu programa nuclear, se verificar que o acordo [com o Irã] não será mantido e não vale o papel em que foi escrito?", perguntou o ministro.
A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, rejeitou a crítica de Gabriel à posição de Washington sobre o acordo nuclear com Teerã. Trump, forte crítico do pacto com o Irã, que ele ameaça abandonar, deve fazer o que é melhor para os Estados Unidos, disse Haley.
"Eles estão dizendo "morte aos Estados Unidos ", disse Haley em referência a um bordão comum entre conservadores iranianos. "Eles não estão dizendo 'morte a Alemanha'", frisou a embaixadora.
Coreia do Norte
Gabriel também abordou as crescentes tensões na península coreana, devido aos repetidos testes nucleares e de mísseis da Coreia do Norte.
A chave para a não proliferação das armas nucleares está nas mãos dos Estados Unidos, da Rússia e da China, e é por isso que a confiança entre estas três nações deve ser restaurada, disse o ministro das Relações Exteriores alemão.
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