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Mulher que acusa Feliciano é suspeita de negociar R$ 300 mil; advogado nega

Novos "prints" do Whatsapp são entregues à polícia

10 agosto 2016 - 07h44Leandro Mazzini/Coluna Esplanada

O jogo virou em mais um capítulo do caso Marco Feliciano – ou 'House of Feliciano', como espalha-se nas redes sociais – e agora quem se tornou alvo é a jornalista Patrícia Lélis, que acusa o deputado federal de agressão, assédio sexual e tentativa de estupro.

Enquanto Feliciano na esfera brasiliense é potencial suspeito de agressão, na jurisdição paulista a mulher que o acusou agora é acusada de ter negociado seu silêncio por R$ 300 mil – que seriam pagos em seis parcelas de R$ 50 mil.

Surgiu também um personagem que até aqui era identificado pela Coluna apenas como A.M. É um homem chamado Artur, do Rio de Janeiro, que procurou Patrícia pela internet disposto a ajudá-la a resolver sua situação com o PSC e Feliciano – em troca de dinheiro, segundo investiga a polícia.

Ele também seria usado como um intermediador para o provável pagamento de propina em troca do silêncio da jovem.

Quem entregou o próprio esquema foi Emerson Biazon, que Patrícia também denunciou em B.O. em Brasília por suposto sequestro em SP. Foi Emerson que a convenceu a ir para a capital paulista, e onde eles se encontraram com Talma Bauer, o chefe de gabinete de Feliciano.

Durante toda a tarde desta terça-feira, Emerson depôs ao delegado Luís Hellmeister, na 3ª DP, e entregou fotos e prints de trocas de mensagens atribuídas ao celular de Patrícia Lélis, nas quais fica evidente que ambos negociavam um pagamento até algo dar errado – apareceu em SP a mãe de Patrícia, Maria Aparecida Lélis, que a convenceu a ir à delegacia.

Abaixo, as trocas de mensagens entre Emerson e Patrícia, entregues por ele à Polícia hoje.

A polícia já descobriu que Patrícia teria pago R$ 700 por apenas uma maquiagem, num shopping, antes de fazer uma gravação de um vídeo no qual muda sua versão e defende Feliciano. Em outro momento, o que derruba a tese de sequestro, Patrícia aparece sorridente numa mesa da churrascaria Boi de Ouro em SP, com Bauer e Biazon.

INVESTIGAÇÕES

Há dois cenários sob investigação, vale ressaltar: em Brasília, a Delegacia da Mulher e a Procuradoria Geral da República vão cercar Feliciano. Há evidências do crime no apartamento funcional, o qual foi denunciado pela jovem de 22 anos.

Em São Paulo, o 3º DP está concluindo até esta quarta-feira pela manhã o inquérito em que Patrícia acusa o chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer, de cárcere privado e coação, para que gravasse vídeos a favor do deputado e desmentindo a própria denúncia que fizera informalmente e publicada pela Coluna Esplanada.

O delegado Hellmeister já está certo, com as evidências entregues por Emerson Biazon, de que não houve coação e sequestro da jovem.

DEFESA

Em contato com a Coluna há pouco, Patrícia revelou, numa versão ainda mal explicada, que liberou Emerson para negociar pagamentos de Bauer, mas sem que a envolvessem. “Eu não queria dinheiro, nunca quis, e disse que se ele quisesse negociar que não me envolvesse nisso'', defende-se. “Eu só queria ficar em paz e minha vida de volta'', complementa.

O advogado de Patrícia, José Carlos Carvalho, informou à Coluna Esplanada que acredita na inocência da cliente, suspeita de armação de Emerson e Bauer contra Patrícia, acredita no cárcere privado detalhado para ele, e que está tomando as providências para oficializar sua defesa jurídica, assim que conhecer o teor do inquérito.

A mãe de Patrícia conversou com a Coluna Esplanada nesta tarde de terça feira durante 40 minutos, nos quais defendeu a filha e narrou a ordem cronológica do que viu desde que chegou ao hotel em SP, de surpresa, até a sexta, quando levou a filha à delegacia.

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