O começo da conversa com a Lucimar Vieira Guilhermete, mãe de Jeniffer Nayara Guilhermete de Moraes, manicure assassinada em janeiro do ano passado, mostra a dor de perder uma filha. Ao perguntar se estava tudo bem a mãe relatou que “não tem como ficar bem depois de um dia como ontem”.
Nesta quarta-feira (29), Gabriela Antunes Santos e Emilly Karoliny Leite foram condenadas a 16 anos e 14 anos e seis meses de reclusão no regime fechado, respectivamente, pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
“Eu não acho que foi justo, minha vontade é que elas passem o resto da vida delas na cadeia, mas isso não vai mudar o que aconteceu. Elas poderiam passar até 100 anos presas, mas isso não vai trazer minha filha de volta”, desabafa a mãe.
Apesar de não concordar com a pena, Lucimar ressalta que a justiça dói feita. “Foi um crime cruel e bárbaro, um crime editado e por motivo torpe. Foi motivado por coisas de anos atrás. Elas não pensaram em ninguém, não pensaram no filho dela, não pensaram na mãe, mas pelo menos foram condenadas”, destaca.
“A dor não vai passar nunca, agora tenho que levantar a cabeça e pedir força a Deus para seguir”, contou Lucimar.
Crime
De acordo com a denúncia a Jeniffer estava trabalhando quando Emilly marcou um encontro a pedido de Gabriela. As duas acusadas buscaram a manicure na casa de uma cliente e a levaram para um local conhecido como Cachoeira do Ceuzinho. No local, Gabriela apontou um revólver para a Jeniffer, exigindo que se jogasse em direção ao precipício. Ato contínuo, atirou na vítima e a jogou no despenhadeiro.
Segundo o MP, a Gabriela agiu por motivo torpe, para se vingar de um envolvimento amoroso de Jennifer com seu marido. Já Emilly ajudou ao chamar a vítima apenas para conversar na casa de uma amiga, ocultando a real intenção que era de matá-la.
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