A participação de policiais e agentes de segurança pública é um dos principais pontos da Operação Iscariotes, que investiga um esquema de contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro com atuação em Mato Grosso do Sul, especialmente no Camelódromo, e outros estados.
De acordo com a Polícia Federal, integrantes da ativa e também aposentados teriam colaborado com a organização criminosa, fornecendo informações sigilosas extraídas de sistemas oficiais e, em alguns casos, atuando diretamente no transporte das mercadorias ilegais. Há registros de flagrantes envolvendo a participação direta desses agentes ao longo das investigações.
O grupo é suspeito de operar um esquema estruturado de importação irregular de eletrônicos de alto valor, com distribuição em diferentes regiões do país. As apurações também apontam o uso de veículos adaptados e estratégias para ocultar e dissimular a origem dos valores obtidos com a atividade criminosa.
Outro ponto de destaque da operação é o bloqueio de bens determinado pela Justiça Federal, que chega a cerca de R$ 40 milhões. As medidas incluem o sequestro de imóveis e veículos, além da suspensão das atividades de empresas ligadas aos investigados.
A Operação Iscariotes segue em andamento, com novas diligências para aprofundar a identificação de envolvidos e o alcance financeiro do esquema.
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PF e Receita Federal estiveram no Camelódromo (Divulgação/PF)


