Estima-se que há hoje no mundo cerca de 21 milhões de pessoas vítimas de tráfico, segundo o Parlamento Europeu. Além disso, avalia-se que o tráfico de seres humanos - com fins de exploração sexual, trabalho forçado ou outras atividades – movimente cerca 117 bilhões de euros por ano.
Segundo as estimativas globais da ONU, mais de 2 milhões de pessoas são vítimas de tráfico humano a cada ano. A globalização, com seu fluxo intensificado de pessoas, capital e informação, cria riscos e abre espaços para o crime organizado transnacional. O tráfico humano ocorre tanto no âmbito doméstico dos países quanto no internacional.
Dados do Escritório de Estatísticas da União Europeia revelam que, entre 2010 e 2012, 10.998 vítimas de tráfico humano foram identificadas e registradas. Cerca de 68% foram submetidas a trabalhos forçados e 22% à exploração sexual. Os 10% restantes foram vítimas de remoção de órgãos, servidão doméstica, mendicidade, entre outros abusos.
As mulheres constituem 95% das vítimas de exploração sexual, enquanto 70% das vítimas de trabalhos forçados são homens. Quanto à origem das pessoas traficadas, 56% são provenientes da Ásia e Pacífico; 18% da África; 9% da América do Sul e Caribe; 7% da União Europeia e países desenvolvidos; 7% do resto da Europa e Ásia Central; e 3% do Oriente Médio.
Os países da União Europeia (UE) com mais vítimas de tráfico são: Romênia, Bulgária, Holanda, Hungria e Polônia. Já entre os países não-pertencentes à UE, destacam-se a Nigéria, Brasil, China, Vietnã e Rússia.
O estudo, realizado com dados dos estados-membros da UE, mostrou que, ao longo dos três anos analisados (2010 a 2012), mais de 70% dos suspeitos de tráfico humano eram homens e 69% eram cidadãos da UE. O documento, no entanto, pede que os dados sejam tratados com cautela, pois nem todos os países foram capazes de fornecer informações sobre os suspeitos de tráfico.
No período pesquisado, 8.805 pessoas foram processadas por tráfico de seres humanos e 3.855 foram condenadas. Esse tipo de crime afeta todas as regiões do mundo, segundo o estudo Global Report on Trafficking in Persons 2014 (Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas 2014) realizado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Entre 2010 e 2012, foram identificadas vítimas de tráfico de 152 nacionalidades diferentes em 124 países do mundo.
A União Europeia tem uma diretiva contra o tráfico aprovada em 2011 que abarca a prevenção, o apoio às vítimas e o julgamento dos infratores. Segundo o documento, a prática constitui um crime grave, cometido frequentemente no quadro da criminalidade organizada, e é uma violação grosseira aos direitos humanos, expressamente proibida pela Carta dos Direitos Fundamentais da UE.
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