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Prefeitura testa método para repelir e evitar proliferação de pombos em UBS

A nova medida é paliativa até que sejam instalados telas ou forros que impeçam que as aves de fazer ninhos nos telhados dos postos

15 setembro 2017 - 08h19Da redação com Assesoria

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) está testando um novo método, que consiste na aplicação de um produto a base de naftaleno associada a técnicas de manejo, para tentar evitar a presença e controlar a proliferação de pombos nas unidades de saúde de Campo Grande.  

A unidade escolhida para testar a técnica foi o Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Aero Rancho, onde há anos ocorre infestação das aves, que causam muita sujeira e podem transmitir doenças.

A aplicação e disposição do produto (pedras de naftaleno) foi feita pela Equipe de Manutenção da Sesau nas vigas metálicas que sustentam o telhado e que estão expostas na área interna da unidade.

Esta é uma medida que está em estudo para testar a efetividade da ação, que tem como objetivo de repelir as aves. Já na parte externa do prédio foram instaladas telas nas vigas e nos aparelhos de ar condicionado.

“Os pombos se alojam nas vigas ou em locais que possam servir de abrigo. O CRS Aero Rancho dispõe de vários locais que servem de guarida para as aves, que voam distâncias consideráveis e se alimentam de restos de comida, sementes e insetos. O naftaleno por ser uma substância volátil [evapora com facilidade] e que exala um forte odor. Ela acaba afastando a presença dos pássaros no local”, afirma a médica veterinária do Centro do Controle de Zoonoses, Silvia Barbosa do Carmo.

“A instalação das pedras do naftaleno é uma medida paliativa até que sejam instalados telas ou forros que impeçam que as aves utilizem os beirais das vigas como forma de alojamento”, frisou a médica veterinária. A Sesau estuda a melhor maneira para resolver o problema definitivamente, como a instalação do forro ou telas.

Nas primeiras horas após a instalação das pedras de naftaleno, as aves deixaram de utilizar as vigas como abrigo e procuraram outros locais afastados para se alojarem.

Convívio com o homem

Os pombos são animais que se adaptaram a viver junto ao homem e, como todo ser vivo, necessitam de três fatores para sua sobrevivência: água, alimento e abrigo. A água não é fator limitante no meio ambiente, mas os outros dois fatores – alimento e abrigo – podem sofrer intervenção de modo que as espécies indesejáveis não se instalem próximo do convívio humano.

Dicas

Algumas medidas preventivas como cotrole da alimentação e dos abrigos podem ser adotadas para diminuir a presença das aves, como: não alimentar os pombos para que eles tenham sua função na natureza e a população permaneça controlada.

Recolher sobras de alimentos de animais domésticos, aves de gaiola e criações, instalar telas ou alvenaria nos vãos dos telhados para impedir a entrada dos pombos e produtos com odores fortes como creolina, pedras de naftaleno ou formalina podem afastar as aves.

O hábito de fornecer alimentos para pombos ocasiona desequilíbrio populacional com proliferação excessiva dessas aves, desencadeando problemas para o meio ambiente e afetando a qualidade de vida das pessoas.

As aves, na natureza, tem uma função muito importante de controlar os insetos e replantar as sementes das plantas que comem. Ao receber alimento, as aves deixam de buscar na natureza alimentos adequados à sua dieta, como grãos, frutos e insetos.

A oferta ou escassez de alimentos influencia a reprodução dos pombos. Em locais onde há fartura de alimentos, ocorre aumento da reprodução e, portanto, aumento da população. Se há escassez, a população de pombos se mantém em equilíbrio e tende a buscar outros locais para sobreviverem.

Doenças

Algumas doenças como criptococose, histoplasmose e clamidiose são transmitidas através da inalação de poeira resultante de fezes secas de pombos, contaminadas por fungos (histoplasmose e criptococose) ou bactéria (clamidiose). Elas comprometem o aparelho respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central (no caso da criptococose).

A salmonelose pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados por fezes de pombos contendo o agente infeccioso Salmonela spp (bactéria), que compromete o aparelho digestivo. Ácaros de pombos provenientes de aves e ninhos podem causar dermatites em contato com a pele do homem.

A equipe de limpeza do CRS Aero Rancho realiza a higiene do local várias vezes ao dia, impedindo que as fezes possam transmitir doenças aos usuários e funcionários.

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