Depois de 12 dias de investigações, a Polícia Civil conclui o caso da morte do funcionário da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Givaldo Domingues da Silva, 43 anos. Conforme o delegado responsável pelo caso, Jairo Carlos Mendes, o motivo do crime foi homofobia, já que o casal tinha um filho homossexual e o pai não aceitava.
“A briga foi porque o filho deles é homossexual e o pai não aceitava. O pai era homofóbico, em razão disso Givaldo pressionava a mãe do garoto para que ela tomasse uma atitude. Segundo ela, seu marido preferia um filho morto a homossexual”, afirmou o delegado.
“No dia do ocorrido, Domingues tomou água e entrou em discussão em razão da sexualidade do garoto. A princípio estaria somente os dois na residência, ela alegou eles entraram em luta corporal, como era hora do almoço, ela estava na cozinha e pegou ama faca e aplicou o golpe. Ela não sabe informar quantos golpes foram efetuados”, acrescentou.
Investigação
Durante as investigações, o delegado observou que o crime não seria feito por pistoleiros, pois não foi usada arma de fogo. A partir disso, a linha de investigação começou a mudar. “Observamos que o crime foi feito com uma faca, e pistolagem é feito com arma de fogo. Levando isso em consideração e mais alguns elementos, chegamos a conclusão que isso aconteceu em um ambiente doméstico”, explicou.
“Tínhamos também as imagens de uma câmera de segurança onde mostra que ela deixou a motocicleta da vítima em um posto de gasolina. Algumas pessoas da família da mulher confirmara que era ela nas imagens e assim reforçou nossa investigação”, revelou Carlos Mendes.
Segundo as investigações, a acusada pelo crime usou o veículo da família para desovar o corpo do marido. “Detectamos presença de sangue humano no banco do passageiro dianteiro. Eu pedi um exame de luminol na residência, os peritos fizeram a coleta e também havia sangue na casa”, disse o delegado.
Mesmo com todos os indícios, a mulher não confessava o crime, mas quando observou que já estava sem saída a suposta criminosa resolveu falar. “Até então ela não se mostrava disposta a confessar, quando viu que as investigações começaram a apertar, o seu advogado negociou comigo para apresenta - la espontaneamente”, afirmou.
A mulher se apresentou na manhã desta quarta-feira (24) na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Piratininga e confessou o crime. De acordo com o delegado, Kátia não será presa por estar colaborando com as investigações.
O crime
Givaldo Domingues da Silva desapareceu no dia seis deste mês, funcionário da Agetran, ele trabalhava no setor de semáforos. O corpo foi encontrado cinco dias depois na região do presídio da Gameleira – região sul de Campo Grande. No dia em que acharam Domingues, sua mulher, Kátia, reconheceu o corpo do marido e disse a polícia que eles estavam em um processo de separação.
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