O Sindicato dos Bancários de Campo Grande se manifestou na manhã desta sexta-feira (15), retardando em uma hora a abertura da agência do Banco do Brasil no Parque dos Poderes, se posicionando contra a reestruturação da agência.
A abertura da agência do Parque dos Poderes vai ser retardada, das 8h para as 10h. Ao JD1 Notícias, o diretor do Sindicato e funcionário do Banco do Brasil, Rubens Jorge Alencar, afirmou que a medida é para que a população e o banco saibam o quanto a reestruturação que irá dispensar 5 mil funcionários. “Vamos retardar a abertura por uma hora, pois essa agência vai sofrer uma alteração de tipologia, vai deixar de ser agência a passar a ser um posto de atendimento, a ideia é a manifestação para fazer o registro da situação, porque ela impacta não só os bancários, mas também a população”, alegou.
“Retardar a abertura cria uma fato de que estamos conversando com a comunidade para que a população fique ciente do que está ocorrendo’, finalizou Rubens Jorge.
No dia 11 de janeiro, a direção do Banco do Brasil anunciou um plano de reestruturação que prevê o fechamento de agências e outras unidades, além de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) que tem por meta dispensar 5 mil trabalhadores do banco, entre outras medidas consideradas muito ruins.
Cerca de 1.091 bancários do Banco do Brasil que estão na base do SEEBCG-MS poderão ser atingidos pelas mudanças. Com isso o sindicato fez uma carta aberta sobre a situação.
"A direção do Banco do Brasil quer fazer mudanças em 870 pontos de atendimento por meio do fechamento de agências, postos de atendimento e escritórios. Serão centenas de agências fechadas, muitas delas em cidades do interior do país que não dispõem de outras instituições bancárias. Outro ponto do plano é a meta de dispensar 5 mil funcionários, agravando ainda mais o atendimento à população.
O que está por trás dessas medidas é o desmonte do Banco do Brasil, um banco público que tem um papel histórico no desenvolvimento econômico do país. O Banco do Brasil e seus funcionários atuaram na linha de frente no atendimento à população durante a pandemia, com todas as dificuldades que a falta de estrutura da instituição trouxe para nosso trabalho. A população será prejudicada de diversas formas com essa reestruturação. Uma delas é a redução dos caixas executivos, que vai afetar diretamente o serviço de atendimento ao público.
Os funcionários do Banco do Brasil não vão aceitar essa arbitrariedade da direção do banco. Estão dispostos a iniciar um calendário de lutas que não descarta a greve como ferramenta para barrar esse ataque ao BB. Convocamos a população a protestar contra essa reestruturação do Banco do Brasil, que aumenta o desemprego e piora o atendimento, uma reestruturação que faz parte de um plano maior de desmonte geral do serviço público no Brasil".
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