A diferença é que um médico não teria condições de ler e armazenar em seu cérebro todos os novos dados de pesquisas que são gerados a cada dia. O uso dessa tecnologia para auxiliar médicos no diagnóstico e na tomada de decisões sobre as melhores alternativas de tratamento para cada paciente foi tema de uma apresentação no 1º Fórum Medicina do Amanhã, que aconteceu nessa sexta-feira (19) e sábado (20) no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
“O Watson está criando uma nova parceria entre pessoas e computadores, e aumentando a escala de conhecimento e acelerando a expertise humana”, disse Rob Merkel, líder global da área de Saúde e Ciências Biológicas da IBM, durante o evento. Segundo ele, a ferramenta vai possibilitar que os clínicos tenham mais tempo para cuidar de seus pacientes, diminuindo seu trabalho de analisar quantidades enormes de dados.
Merkel observou que, além dos conhecimentos científicos armazenados pelo computador, ele também vai permitir uma análise mais extensa do histórico do próprio paciente e informar ao médico tudo o que é relevante para entendê-lo melhor. No caso de um paciente com câncer, por exemplo, a ferramenta pode ajudar a equipe médica a comparar as características físicas e genéticas daquele tumor com os de outros milhares de pacientes que já tenham sido tratados daquela doença. Dessa forma, dá para identificar qual estratégia de tratamento funcionou melhor para aquele tipo de situação.
“A combinação de padrões, literatura médica, interpretação de especialistas e aplicação dessa literatura permite que você confie nas recomendações que faz a um paciente”, diz Merkel.
A máquina da IBM ficou conhecida nos Estados Unidos quando venceu o popular programa de TV de perguntas e respostas “Jeopardy”, em fevereiro de 2011. A similaridade do funcionamento do supercomputador com o raciocínio humano levou a empresa a nomear essa área de computação cognitiva.
O manejo de todos esses dados armazenados pelo Watson só é possível porque ele é capaz de lidar com a linguagem humana natural, principalmente em formato de texto. Para que a informação passe a fazer parte dele, portanto, não é necessário que os dados estejam dispostos de uma forma padronizada em tabelas, por exemplo. A ferramenta já tem em seu sistema, por exemplo, todos os artigos da biblioteca PubMed, que reúne mais de 24 milhões de citações da literatura biomédica.
Ainda passando por testes e aprimoramentos, o Watson já está sendo usado pela seguradora de saúde americana WellPoint e pela instituição de referência em câncer MD Anderson Cancer Center.Reportar Erro
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Sergio Borger, da IBM Brasil, Rob Merkel, da IBM, Kaveh Safavi, da consultoria Accenture e Eduardo Zlotnic, do Hospital Israelita Albert Einstein. (Foto: Patrícia Sobrinho/Hospital Israelita Albert Ei 



