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Temer diz que não fechará fronteira com Venezuela

Limitar entrada de estrangeiros é incogitável, segundo o presidente

25 agosto 2018 - 17h19Da redação, com informações da Agência Brasil

O presidente Michel Temer disse que as fronteiras brasileiras estão abertas desde que “disciplinadamente” para acolher imigrantes venezuelanos e de outros países. Segundo ele, limitar a entrada de estrangeiros no país é “incogitável e inegociável”. Durante ato de lançamento de uma ação médico-humanitária de médicos voluntários em Roraima, Temer respondeu às tentativas do governo de Roraima de suspender o ingresso de venezuelanos no país.

“As nossas fronteiras estão abertas. É claro que disciplinadamente, porque fomos capazes, lá em Pacaraima, de organizar um sistema de ingresso que desde logo importa, por exemplo, na vacinação mais ampla em relação a todos os eventuais males físicos que a eventual entrada de venezuelanos possa acarretar para o nosso país. É uma proteção a eles próprios e para todo país”, afirmou.

Nos últimos dias, o Palácio do Planalto havia negado a hipótese de restringir a fronteira devido ao alto fluxo de venezuelanos, em especial após os conflitos com brasileiros no último fim de semana. Após ataques a abrigos em Pacaraima, 1,2 mil refugiados retornaram à Venezuela.

De acordo com o presidente, 60% dos 127 mil venezuelanos que atravessaram a fronteira já saíram do território brasileiro em direção a outros países. Ao discursar na presença dos 36 profissionais de saúde que embarcam amanhã (26) para Boa Vista, Temer buscou fazer um relato das ações que o governo tem promovido na região. Segundo ele, quando o Poder Público atua no acolhimento e interiorização dos venezuelanos, está ajudando também os roraimenses, ao desonerar os serviços locais de saúde, por exemplo.

“Vez ou outra há sugestão, até pleiteada judicialmente, no sentido de fechar as nossas fronteiras. Eu, desde o primeiro momento, disse que era incogitável e inegociável essa matéria. Não temos como fechar fronteiras no nosso país, sob pena de praticarmos um ato desumano em relação àqueles que vêm procurar abrigo”, disse, referindo-se ao pedido da governadora Suely Campos.

Mutirão

Os médicos, enfermeiros e técnicos de laboratório vão passar a próxima semana divididos em nove abrigos na capital, Boa Vista, e um na cidade fronteiriça de Pacaraima. Kleber Morais, presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), órgão onde trabalham os voluntários, disse que o trabalho será de “altíssimo nível” e elogiou a “missão nobre” de curar, orientar e educar as pessoas que passam por um momento difícil.

Temer agradeceu aos voluntários pelo gesto e sugeriu que o trabalho sirva de exemplo para outras regiões do país. As ações do governo federal no estado, destacou, têm ocorrido “há muito tempo”. Segundo ele, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) doou mais de 80 toneladas de alimentos em 2017 e continua enviando insumos à região. Nos últimos meses, de acordo com o presidente, foram enviadas oito ambulâncias, instaladas 11 antenas para transmissão de internet de banda larga e 22 profissionais se mudaram para o estado por meio do programa Mais Médicos.

“De vez em quando, dizem que o governo não colocou um centavo em Roraima, mas foram liberados mais de R$ 200 milhões em ações naquela região. Apenas na área da saúde, foram repassados R$ 187 milhões. Quando nós repassamos essas verbas para Roraima, nós estamos agindo, volto a dizer, em favor dos refugiados, mas também pelos brasileiros”, listou.

Sobre a transferência de venezuelanos para outros estados, que deve se intensificar nas próximas semanas, o presidente lembrou da complexidade do processo, que tem sido feito em articulação com diversos ministérios. “As pessoas pensam que é fácil. Como se fosse: 'Vou pegar mil pessoas aqui e levar para estado tal'. Não é isso não, nós precisamos levá-los adequadamente. Então o que faz a Casa Civil? Contata os mais variados organismos para alugar locais para abrigá-los, formaliza desempregos, e com isso nós estamos praticamente retirando pessoas de lá pela chamada interiorização”, disse.

Segundo o ministro da Educação, Rossieli Soares, há uma “fila de pessoas” querendo participar das ações voluntárias. “Nós teríamos muito mais voluntários querendo ir apoiar essa iniciativa dentro da Ebserh. Não existe um calendário de ser anual. É possível que tenhamos outra ação ainda este ano no mesmo sentido. Se precisar voltar à fronteira com a Venezuela, eu tenho certeza que teremos voluntário desejando contribuir com seu tempo e conhecimento para ajudar aquelas pessoas”, disse. Ele lembrou que a ação Ebserh Solidária promove desde o ano passado mutirões itinerantes similares ao que irá a Roraima.

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