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Trump propõe reunião regional nos EUA para resolver crise do Catar

A Casa Branca não detalhou se a reunião proposta por Trump incluiria apenas os países do CCG

07 junho 2017 - 16h07

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs nesta quarta-feira (7) a organização de uma reunião na Casa Branca para resolver a crise gerada pela ruptura de relações diplomáticas de vários países com o Catar e ressaltou a necessidade do diálogo na região para deter o auge do extremismo. A informação é da EFE.

Em outro desdobramento da crise, o Parlamento da Turquia deu sinal verde hoje ao envio de mais militares a uma base no Catar, após aprovar dois acordos com Doha, em um claro gesto de apoio a esse emirado, em meio ao isolamento que lhe foi imposto por vários dos seus países vizinhos.

Trump falou hoje por telefone com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, e se ofereceu "para ajudar as partes a resolver suas diferenças, inclusive por meio de uma reunião na Casa Branca se for necessário", segundo um comunicado do governo americano.

"O presidente reiterou que um Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) unido e uma aliança forte entre os EUA e esse conselho são cruciais para derrotar o terrorismo e promover a estabilidade regional", indicou o comunicado.

A Casa Branca não detalhou se a reunião proposta por Trump incluiria apenas os países-membros do CCG, composto por Kuwait, Catar, Omã, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, ou seria aberto às nações que estão se somando ao boicote diplomático ao emirado.

Rompimentos

Até agora, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Egito, Mauritânia e Maldivas romperam as suas relações diplomáticas com o Catar, enquanto a Jordânia anunciou que vai reduzir a sua representação diplomática nesse país, e o Senegal chamou para consultas seu embaixador. Também se posicionaram contra o Catar os governos apoiados pelos sauditas no Iêmen e na Libia.

A ruptura se sustenta na acusação ao governo catariano de financiar organizações consideradas terroristas, como o Estado Islâmico, Al Qaeda e Irmandade Muçulmana. O governo de Doha tachou como "calúnias" as alegações.

O Kuwait está tentando intermediar o conflito e o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, já havia oferecido na segunda-feira a ajuda de Washington para resolver o litígio, mas o próprio Trump não se tinha posicionado até agora como mediador.

"O presidente enfatizou a importância que todos os países na região trabalhem lado a lado para prevenir o financiamento de organizações terroristas e deter a promoção da ideologia extremista", ressaltou a Casa Branca em seu comunicado.

A conversa de Trump com o emir catariano aconteceu um dia depois de o governante americano falar por telefone com o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, e lhe expressar a importância da unidade no Golfo Pérsico contra o terrorismo.

Trump disse ontem no Twitter que a "linha dura" de vários países com o Catar é, em parte, fruto da sua pressão, uma vez que durante sua visita em maio à Arábia Saudita ele declarou que não poderia haver “nenhum financiamento à ideologias radicais".

O Departamento de Estado americano tentou depois tirar o peso do tweet de Trump, ao assegurar que a relação com o Catar é "sólida" e que Washington "segue cooperando" com esse país, no qual os Estados Unidos têm sua maior base aérea na região.

Turquia enviará soldados 

O Parlamento da Turquia deu sinal verde nesta quarta-feira ao envio de mais militares a uma base no Catar, após aprovar dois acordos com Doha, em um claro gesto de apoio a esse emirado em meio ao isolamento imposto por vários dos seus países vizinhos.

A assembleia geral da Câmara aprovou dois acordos com o Catar pelos quais as forças armadas turcas enviarão um contingente militar à base, que já começaram a instalar, e os oficiais turcos oferecerão formação e treinamento às forças de segurança catarianas.

Os dois pactos, assinados em abril do ano passado, mas então ainda pendentes de ratificação no Parlamento turco, estavam há meses na agenda dos deputados, mas seu debate foi antecipado e realizado hoje com prioridade.

O plenário turco, dominado pelo islamita Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), respaldou com este gesto o emirado do Golfo, dois dias depois de a Arábia Saudita e outros países romperem relações com Doha..

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou ontem o isolamento do Catar e prometeu "manter as relações com o país", postura respaldada hoje por seu partido no plenário, enquanto vários deputados opositores expressaram seu desacordo, salientando que a antecipação da votação sobre o acordo bilateral seria interpretada como um gesto politico a favor de um lado no conflito.

Desde o ano passado, as forças armadas turcas mantêm um contingente de 88 militares em uma base catariana, integrado por 19 oficiais, 13 suboficiais e 56 soldados rasos, segundo dados divulgados em novembro do ano passado pela TV pública turca TRT Avaz.

O contingente turco já oferece formação aos militares do pequeno emirado, mas, após a ratificação do acordo hoje, se abre a via para que Ancara estabeleça formalmente uma base no Catar. As forças armadas turcas planejam enviar cerca de 500 ou 600 soldados ao Catar, segundo explicou no mês passado o vice-secretário do Ministério de Defesa turco, Ihsan Bülbül.

Enquanto acontecia a votação, Erdogan estava reunido com o ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohamed Yavad Zarif, que viajou esta manhã a Ancara para uma reunião urgente centrada na crise do Catar. Ainda que o motivo formal da ruptura com os vizinhos seja o suposto apoio do Catar a "grupos terroristas", a imprensa árabe dá como certo que por trás da escalada de tensões estão os gestos de aproximação de Doha a Teerã, o grande rival geopolítico de Riad.

Ainda que a Turquia seja uma boa aliada, tanto da Arábia Saudita como do Catar, sempre manteve também uma boa relação de vizinhança com o Irã, tanto política como comercial.

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