Há uma semana da abertura da Copa do Mundo de 2018, a procura por produtos relacionados ao mundial no setor de vestuário, enfeites e assessórios ainda é pouca no centro de Campo Grande, mas os vendedores estão otimistas.
Roger Ezequiel, 19 anos, é um dos poucos vendedores ambulantes nas principais avenidas da capital. O jovem comercializa camisas da seleção brasileira, francesa e italiana na avenida Afonso Pena, em frente ao Centro Comercial Popular – Camelódromo, onde aborda motoristas que passam pelo local.
“Muitos passam por aqui e compram, a venda é boa, mas pode melhorar nos próximos dias”, disse o jovem que estendeu um varal com as camisetas no canteiro central da avenida, chamando atenção de quem passa pelo local, diferente do Camelódromo, onde as vitrines estão cheias de roupas de frio e não há decoração com o tema da copa.

(No Camelódromo, roupas de frio estão em destaque)
A comerciante Denise Costa, 34 anos, tem uma loja de roupas no centro comercial e disse que a maior procura de quem vai ao Camelódromo é para comprar casacos, calças de moletom, luvas e toucas. “Poucas lojas daqui estão com produtos da copa para a venda”, disse. Em uma das lojas de esporte, o vendedor Jorge Tadeu, 21 anos, considerou a procura por camisas da seleção normal. “Reabastecemos o estoque, mas a venda ainda não apresentou diferença”, relatou.
O gerente de uma das maiores lojas de variedades do centro, Rodrigo da Silva Costa, 33 anos, tem a expectativa de vender melhor nos dias de jogos. A loja foi decorada no início do mês passado e as vendas só começaram aquecer esta semana.

(Prateleiras ainda estão cheias nas lojas do centro)
Costa prevê uma venda maior que o mesmo período do ano passado. “Vendemos muito neste período por causa das festas juninas, mas o evento em especial deve aumentar as vendas em 15% a mais se comparado a junho de 2017”, adiantou.
O primeiro produto a acabar na loja, segundo Rodrigo, foram as bandeirinhas para carro. A loja comercializa bandeiras, assessórios personalizados, vuvuzelas entre outros produtos com o tema esportivo. Costa ainda disse que a população procura muito por bandeiras para capo de carro, o que está em falta no estabelecimento.
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Roger estendeu um varal com camisetas da seleção no centro da capital (Joilson Francelino)



