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Vídeo: Não era OVNI! Meteoro clareou céu da capital e interior

Monitor da Casa de Ciência, Renan Aryel, diz que fenômeno é comum

10 julho 2020 - 12h39Joilson Francelino    atualizado em 10/07/2020 às 13h12

A “bola de fogo” que rasgou o céu de Campo Grande no início da noite desta quinta-feira (9), tem explicação. O fenômeno intrigou não somente pessoas que estavam na capital, mas também do interior de Mato Grosso do Sul.

A arquiteta Giovanna Cunha, 28 anos, seguia para a fazenda da família, pela BR-163, na região de São Gabriel do Oeste, quando viu a “bola de fogo” passar. “A gente até pensou que tivesse sido um balão, pois foi muito rápido, do nada. Ele abaixou bem, mas, antes de chegar ao chão, apagou. Era bem amarelo, parecia de fogo mesmo. Era diferente de uma estrela cadente, que geralmente é mais branca. Parecia que um avião tinha pegado fogo e caído”, contou.

Relatos de leitores que viram o fenômeno passar, somados ao do, Anderson Del Lago, proprietário do hangar do Aeroporto Santa Maria e que também viu o meteoro passar, reforçam para algo não visto com tanta frequência em Campo Grande, e no interior do Estado. “Trabalho a 11 anos operando no local [Santa Maria], nunca aconteceu algo do tipo. Fiquei chocado, o negócio foi muito grande” contou Anderson, que cedeu as imagens de seu hangar, no aeroporto da capital.

O JD1 Notícias compartilhou o vídeo nas redes sociais na noite de ontem e foram muitos os comentários em nossa página oficial e em grupos, de quem viu e daqueles que duvidavam da situação. Apesar de o fenômeno ter intrigado muitas pessoas, o monitor da Casa de Ciência e Cultura de Campo Grande, o estudante de engenharia Elétrica pela UFMS, Renan Aryel, diz que é comum.

“Na verdade, é bem comum. Toda noite, se você sair para olhar o céu e estiver em um local com baixa luminosidade, é comum você observar um meteoro, ou estrela cadente, como isso é conhecido”, disse.

Aryel acrescentou ainda que todos os dias existem rochas entrando na atmosfera da terra, as vezes também um satélite antigo.  “Tem muito problema de lixo espacial, que são restos de foguetes, satélites ou rochas que são resquícios da formação do nosso sistema solar, que estão orbitando a terra e, eventualmente, entram na atmosfera da Terra e vemos eles queimarem no céu. Isso chamamos de meteoro, esse fenômeno da luz no céu”, afirmou. Aryel ainda falou que, geralmente, quando vemos esses fenômenos, eles estão passando em uma distância muito grande.

“Se ele não for completamente queimado, dará origem ao que chamamos de meteoritos, que é uma rocha que vai cair em algum lugar aqui na Terra. Se fosse uma coisa fora do comum, como o caso que aconteceu na Rússia, que foi equivalente a uma bomba explodindo no céu. Aquele foi uma rocha com mais de 50 metros de diâmetro, mas esses meteoros que a gente vê é pequena, de alguns centímetros, até poucos metros de diâmetro. Geralmente ela esfacela no ar e não oferece nenhum risco”, concluiu.

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