Marcus Vinicius Rossettini de Andrade Costa, ex-chefe de licitações de Sidrolândia, afirmou à Justiça que está enfrentando dificuldades financeiras em decorrência da Operação Tromper, realizada em 3 de abril. Ele é acusado de integrar um grupo criminoso que fraudava certames no município, supostamente a mando do vereador Claudinho Serra (PSDB).
Rossettini foi demitido da prefeitura após sua prisão na operação. Atualmente, ele está em liberdade com restrições, usa tornozeleira eletrônica e não pode deixar Sidrolândia. Sua defesa solicitou ao juiz autorização para mudança para Campo Grande, argumentando que a permanência na cidade atual impede Rossettini de buscar emprego remunerado e compromete a segurança dele e de sua família.
Segundo a defesa, “a permanência do assistido no atual domicílio não apenas impede sua busca por emprego remunerado, mas também compromete a segurança sua e de sua família.” Em Campo Grande, Rossettini pretende morar com sua filha, que está preocupada com a situação dele.
A defesa afirmou em petição ao juiz: “O assistido passou a enfrentar dificuldades financeiras, pois deixou de honrar seus compromissos pessoais, o que tem contribuído para o aumento de suas dívidas.” Além disso, a repercussão da operação tem gerado represálias, dificultando ainda mais a busca por emprego. “As notícias veiculadas, o assistido passou a sofrer represálias, o que o impede de ter condições financeiras para se manter nesta comarca, pois em todos os locais em que procura emprego, lhe é negado.”
A defesa acrescentou: “Diante dessa situação de medo e angústia constante, temendo sofrer injustiças e represálias, o assistido não consegue encontrar uma atividade remunerada para manter seu sustento na atual comarca, bem como o de sua família.”
O juiz Fernando Moreira Freitas da Silva deve analisar o pedido e as alegações da defesa. Marcus foi preso na operação que apura fraudes em licitações e contratos administrativos com a Prefeitura Municipal de Sidrolândia, envolvendo um montante aproximado de R$ 15.000.000,00. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) afirma que existe uma organização criminosa voltada às fraudes e ao pagamento de propina a agentes públicos municipais. O processo segue em tramitação e mira outros réus.
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