O homem suspeito de atear fogo em um estúdio de animação no Japão, matando 33 pessoas, disse que cometeu o ataque porque uma história de sua autoria teria sido plagiada. As informações são da mídia local da cidade de Kyoto e foram divulgadas nesta sexta-feira (19).
O homem levou um carrinho com pelo menos um balde de gasolina até a entrada do prédio do estúdio Kyoto Animation. Ele derramou o líquido pela área e gritava "morram", enquanto as chamas queimavam o local na quinta-feira, informou a emissora Nippon TV, com informações da polícia.
A polícia identificou o suspeito como Shinji Aoba, que foi levado sob custódia logo após o ataque, de acordo com a NHK, mas não foi preso. "Eu fiz isso", confessou o homem de 41 anos à polícia quando detido, segundo a agência de notícias Kyodo, acrescentando que ele acreditava que o estúdio havia roubado uma de suas histórias, motivando o ataque.
A Nippon TV informou que o suspeito estava sob efeito de anestesia devido a queimaduras, o que impedia que a polícia o interrogasse. Ele "parecia estar desconectado, ele parecia irritado, gritando algo sobre como ele havia sido plagiado", disse a repórteres uma mulher que estava lá no momento em que o homem foi detido.
O incêndio matou 33 pessoas e deixou mais de 10 em estado grave, disseram as autoridades. O caso se constituiu como o pior ataque em massa no Japão desde outro incêndio criminoso em Tóquio, que matou 44 pessoas em 2001.
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Caso é o pior ataque em massa no Japão desde 2001, quando um incêndio criminoso em Tóquio matou 44 pessoas (Kim Kyung-Hoon / Reuters)



