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Internacional

Irã denuncia mortes de civis e diz que mais de 1,3 mil morreram em conflito com EUA e Israel

Declaração foi feita pelo embaixador iraniano na ONU durante entrevista em Nova York

07 março 2026 - 16h00Sarah Chaves, com Reuters

O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saeid Iravani, afirmou na sexta-feira (6) que ao menos 1.332 civis iranianos morreram desde o início do conflito envolvendo Israel e os Estados Unidos. Segundo ele, milhares de outras pessoas também ficaram feridas durante os ataques.

Falando a jornalistas na sede da ONU, em Nova York, Iravani acusou os dois países de terem atingido deliberadamente estruturas civis no Irã. De acordo com o diplomata, enquanto Teerã afirma que direciona suas ações apenas contra alvos militares, Washington e Tel Aviv teriam mirado infraestrutura usada pela população.

Estados Unidos e Israel negam as acusações.

O representante iraniano também declarou que o governo do país não tem como objetivo atingir interesses de nações vizinhas e afirmou que as autoridades estão analisando denúncias de possíveis ataques contra áreas civis.

Ele acrescentou que, na avaliação inicial de Teerã, alguns episódios envolvendo danos a estruturas civis podem ter sido provocados por interferências ou interceptações feitas pelos sistemas de defesa norte-americanos, o que teria desviado ataques originalmente direcionados a alvos militares.

No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã deveria aceitar uma “rendição incondicional”. O líder norte-americano também disse que o próximo líder supremo do país precisaria ser alguém “aceitável”, após a morte do aiatolá Ali Khamenei no primeiro dia de guerra.

Em entrevista à agência Reuters, Trump declarou ainda que os Estados Unidos deveriam ter influência na escolha da nova liderança iraniana.

Iravani reagiu às declarações, classificando a posição de Washington como uma interferência direta nos assuntos internos do Irã e uma violação dos princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas.

Segundo o embaixador, a escolha do novo líder do país seguirá exclusivamente os mecanismos previstos na Constituição iraniana e será definida pela vontade do povo, sem participação de governos estrangeiros.

Horas após as declarações de Trump, o presidente do Irã informou que alguns países iniciaram contatos para tentar mediar o fim do conflito, indicando os primeiros sinais de movimentação diplomática para uma possível negociação de paz.

Autoridades norte-americanas ouvidas pela Reuters também disseram que investigadores dos Estados Unidos avaliam a possibilidade de forças do país terem sido responsáveis por um ataque que atingiu uma escola de meninas no Irã e matou dezenas de crianças no último sábado (28), embora a investigação ainda não tenha chegado a uma conclusão.

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