A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) informou na manhã desta segunda-feira (12), que mais de 100 pessoas foram mortas em ataques aéreos israelenses na cidade de Rafah, no sul de Gaza.
A cidade, perto da fronteira de Gaza com o Egito sofreu “intensos ataques” de aviões de guerra e ataques aéreos, disse a PRCS. Helicópteros também dispararam metralhadoras ao longo das regiões fronteiriças, ainda segundo a organização.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram nesta segunda-feira que conduziram “uma série de ataques” contra alvos na área de Shaboura, um distrito de Rafah, afirmando num comunicado que “os ataques foram concluídos”.
O porta-voz das FDI, Danial Hagari, disse a repórteres que a operação para resgatar os reféns e começou por volta de 01h49, horário local, com os ataques aéreos em Rafah sendo lançados um minuto depois.
Uma mesquita em Shaboura estava entre os alvos dos ataques israelenses, segundo a prefeitura de Rafah. Mais de 1,3 milhões de pessoas se refugiaram em Rafah, muitas das quais já estavam deslocadas de outras partes do enclave e dizem não ter para onde ir.
Segundo as FDI, dois reféns foram resgatados, Fernando Simon Marman, de 60 anos; e Louis Har, 70. Os dois foram sequestrados em 7 de outubro pelo Hamas. O governo da Argentina agradeceu o resgate, afirmando que os reféns têm dupla cidadania israelense-argentina.
O diretor do Hospital Abu Yousef Al-Najjar disse que as instalações médicas em Rafah “não conseguem lidar com o grande número de feridos devido ao bombardeio da ocupação israelense”.
Segundo a PRCS, as pessoas estão presas sob os escombros e ainda há uma forte presença de aviões de guerra nos céus de Rafah, o que pode elevar ainda mais o número de mortos.
Num comunicado divulgado na segunda-feira, o Hamas condenou o que considerou ser um “massacre horrível” perpetrado por Israel contra civis em Rafah.
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Ibraheem Abu Mustafa/Reuters 



