O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, questionou a ratificação do acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul após os recentes incêndios na Amazônia e criticou a gestão ambiental do presidente Jair Bolsonaro. As declarações foram dadas em entrevista coletiva antes do começo da cúpula do G7 neste sábado (24).
"Apoiamos o acordo UE-Mercosul, que também implica a proteção do clima, mas é difícil imaginar uma ratificação harmoniosa pelos países europeus enquanto o presidente brasileiro permite a destruição dos espaços verdes do planeta", afirmou Tusk em Biarritz, na França, onde a cúpula do G7 será realizada até segunda-feira.
Para o político polonês, que deixará a presidência do Conselho Europeu em 1º de dezembro, as imagens da floresta amazônica em chamas "se transformaram em outro sinal deprimente de nossos tempos".
Tusk, que será sucedido pelo belga Charles Michel, também ressaltou que a UE está disposta a oferecer ajuda financeira ao Brasil para o combate às chamas.
França e Irlanda ameaçaram não aprovar o acordo de livre-comércio assinado há dois meses entre a União Europeia (UE) e o Mercosul se o Brasil não cumprir os compromissos de defesa do meio ambiente.
Já a Finlândia, que preside atualmente a União Europeia, propôs a possibilidade de impor restrições às importações de carne do Brasil, maior fornecedor mundial, como forma de pressionar o país a intensificar os cuidados ambientais.
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“É difícil imaginar ratificação harmoniosa enquanto o presidente brasileiro permite a destruição dos espaços verdes do planeta”, disse Tusk (Christian Hartmann/Reuters)



