O juiz corregedor dos presídios na Capital, Albino Coimbra Neto, determinou nesta quinta-feira (3), por meio de despacho, que os agentes penitenciários da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) passem a usar câmeras corporais no Centro Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande.
A ideia é passar a acompanhar por meio de imagens o que acontece dentro do presídio. O exemplo foi o estado de São Paulo, que adotou em fevereiro de 2021 as câmeras corporais para uso de sua corporação militar. Os equipamentos são acoplados aos uniformes dos policiais e as imagens são transmitidas em tempo real para uma central responsável pelo armazenamento das mídias geradas.
A adoção da medida em MS trará também segurança à produção de provas de fatos ocorridos dentro do estabelecimento penal da Capital, que abriga mais de mil presos, garantindo transparência nos procedimentos e assegurando os direitos tanto dos internos quanto dos agentes.
Os equipamentos serão adquiridos com os valores arrecadados do desconto de 10% da remuneração dos presos que trabalham, via convênio em Campo Grande, conforme disposto na Portaria nº 0001/2014, publicada no Diário da Justiça nº 3.101, de 25 de abril de 2014, cujo objetivo é auxiliar no custeio de melhorias do sistema penitenciário.
Deixe seu Comentário
Leia Também

TJ mantém condenação de Bombeiros por importunação sexual em MS

TJMS demite analista judiciário após apagar dados de apreensões em sistema processual

MPMS fiscaliza modelo de atendimento a mulheres vítimas de violência em delegacias de MS

PF prende chefe do PCC que foi beneficiado por decisão de desembargador de MS

Novo júri do assassinato de Henry Borel ocorre nesta segunda-feira

Dívida de R$ 200 e confusão em conveniência motivaram execução no Lageado

TJ nega novo júri para irmãos acusados de espancar e matar esquizofrênico na Moreninha

Juízes podem passar a ter contracheque único em meio à ofensiva contra 'supersalários'

Júri de homem acusado de matar esposa e filha terá segurança reforçada em Campo Grande


Juiz Albino Coimbra Neto (Reprodução)



