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Justiça

'Alemãozinho' é julgado por morte de desafeto em guerra do tráfico na Capital

Durante a fase investigativa policial, o réu foi localizado e teria confessado, na Delegacia de Homicídios, a prática do delito ocorrido em abril de 2025

24 abril 2026 - 10h52Vinícius Santos

Está no banco dos réus nesta sexta-feira (24), no Tribunal do Júri de Campo Grande, Guilherme Martins Lima, de 26 anos, o “Alemãozinho”, acusado de assassinar a tiros Wilver Sander de Souza, de 31 anos, vulgo “Corumbá”.

O crime ocorreu em 05 de abril de 2025, por volta das 21h, na Orla Ferroviária, na Avenida Calógeras, região central da Capital. À época, a investigação ficou a cargo da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apontou que a motivação estaria relacionada a uma possível retaliação ligada à disputa por controle territorial do tráfico de drogas.

Com base no inquérito, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou o acusado por homicídio qualificado, sustentando que o crime teria sido praticado de forma a surpreender a vítima, com disparos de arma de fogo efetuados de inopino, o que teria dificultado qualquer possibilidade de defesa, além de indicar motivo torpe.

Durante as investigações, consta que, ao ser interrogado, Guilherme Lima teria confessado a autoria do homicídio, embora também tenha apresentado versões divergentes em relação aos elementos apurados, inclusive mencionando outra pessoa como suposto mandante. Ele ainda teria relatado que deixou o local após o crime na companhia de uma mulher e uma criança, situação que também foi identificada no curso das investigações. 

O julgamento é presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, cabendo ao Conselho de Sentença decidir se o réu será condenado ou absolvido. Guilherme responde ao processo preso, compareceu à sessão de julgamento e já acumula anotações criminais.

OPERAÇÃO - No decorrer da investigação do crime, a Delegacia de Homicídios realizou uma operação na residência de “Alemãozinho”, no Parque Novos Estados, com o objetivo de cumprir mandado de prisão e de busca e apreensão.

No local, os policiais apreenderam drogas ilícitas, como maconha, pasta base e cocaína, todas fracionadas em porções, além de balança de precisão e outros materiais utilizados para a traficância.

Também foram localizados dois revólveres calibre 38, uma pistola calibre 9mm, um carregador de submetralhadora e diversas munições, além de máscaras e luvas, elementos que, segundo a investigação, reforçam a suspeita de envolvimento em crimes patrimoniais.

Na época, a Polícia Civil divulgou à imprensa que, em interrogatório, o suspeito teria confessado a prática do homicídio, alegando que a vítima estaria “atrapalhando os negócios”.

Sobre as armas, ele teria declarado que as adquiriu para se defender, afirmando integrar uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso do Sul e que possuía desafetos. Na ação, acabou sendo preso também por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo.

Apreensão da operação - Divulgação / PCMSApreensão da operação - Divulgação / PCMS
 

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