Os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) confirmaram que os réus Flabson Amaro dos Santos Alves e Maick Franklin Raimundo de Oliveira irão a júri popular no processo que apura o homicídio da travesti Dandara Vick, de 34 anos, ocorrido no Instituto Penal de Campo Grande, em 22 de março de 2025.
Conforme os dados processuais, o crime teria sido cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo o que foi apurado, a vítima não teria tido chance de reação, uma vez que, enquanto Flabson a imobilizava com os braços na região do pescoço, Maick Franklin teria utilizado uma toalha para realizar o enforcamento.
A autoria delitiva, segundo consta nos autos, é tratada como inconteste em relação a Flabson Amaro dos Santos Alves, que teria confessado a prática do ato. Inicialmente, Maick Franklin Raimundo de Oliveira não havia sido pronunciado para julgamento pelo júri popular.
No entanto, a mãe de Dandara Vick, travesti e vítima do caso, atuando como assistente de acusação, recorreu ao Tribunal de Justiça para que ele [Maick Franklin] também fosse submetido ao Tribunal do Júri junto de Flabson.
A tese recursal foi acolhida pelos desembargadores. Na decisão, os magistrados destacaram a forma como o crime teria ocorrido e o contexto de extrema violência. Segundo o acórdão, não há controvérsia de que a cela era ocupada apenas pelos três envolvidos, os dois acusados e a vítima.
Ainda conforme o entendimento do Tribunal, a ação homicida não teria sido instantânea, como em casos de disparos de arma de fogo ou golpes de arma branca, mas sim prolongada, com duração aproximada de 50 minutos, caracterizada por asfixia mecânica.
Os autos também apontam que a vítima, um homem adulto de compleição física mediana e sem registro de incapacidade física, teria sido imobilizada com mãos e pernas amarradas, além de amordaçada, antes de ter a vida ceifada.
O fato teria ocorrido dentro de uma cela em que estavam apenas Maick Franklin e Flabson. Com a decisão, ambos os réus irão a júri popular. O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande ainda deverá designar a data do julgamento.
A vítima, identificada pelo nome social Dandara Vick, tinha como nome civil Darlon Alves Lemos.
JD1 No Celular
Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Justiça mantém condenação de tia que teria se omitido em abusos contra sobrinha em MS

Suspeito de ataque brutal com mortes no Noroeste, 'Arrozinho' vai para presídio, decide Justiça

Juiz nega liberdade a suspeito de matar desafeto em 'adega' no Jardim Vida Nova

Ex-vice-presidente da OAB-MS fica fora de indiciamento em relatório da Operação Ultima Ratio

Pesquisa Veritá é impugnada e Justiça Eleitoral de MS proíbe divulgação

Justiça do Trabalho mantém condenação de frigorífico por acidente com empregado em MS

VÍDEO: Justiça absolve homem que atirou em réu durante júri para vingar morte do pai

Amigas de subtenente morta realizam caminhada contra o feminicídio na Capital

Justiça mantém sentença e obriga prefeitura a regulamentar auxílio-alimentação em 90 dias

Dandara Vick - (Foto: Reprodução / Redes Sociais)


