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Justiça

Camila explica seu afastamento

"Em respeito à minha instituição e à minha classe"

28 outubro 2024 - 13h37Vinícius Santos     atualizado em 28/10/2024 às 14h51

A advogada Camila Cavalcante Bastos, vice-presidente da OAB/MS, falou ao JD1 Notícias para esclarecer sua situação na investigação da Operação Última Ratio, que apura a suposta venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). Após a operação, ela solicitou afastamento do cargo na OAB.

Sobre a inclusão de seu nome na investigação, Camila afirmou: “Antes de qualquer coisa é importante deixar claro que meu nome foi citado na decisão apenas como ‘alvo de busca’ para fins de esclarecimento de fatos. Eu não sou investigada, não estou indiciada, tampouco fui denunciada.” 

Ela explicou que a busca em sua residência e escritório se relaciona a dois pontos: a falta da informação da compra de um imóvel no ano de 2019 na minha Declaração de Imposto de Renda, e o fato de que houve julgamento proferido pelo Desembargador Alexandre Bastos em  processos os quais teriam como parte um Município que teria contrato com meu Escritório.

Camila detalhou, “O imóvel em questão, o único de minha propriedade inclusive, foi adquirido enquanto eu estava casada. Na ocasião, foi dada uma entrada de 20%, parcelada, e o restante financiado pela conta do meu esposo, à época.” Ela ressaltou que o imóvel foi devidamente declarado na Declaração de Imposto de Renda do marido e que não há ocultação de patrimônio.

Sobre os julgamentos feitos por Alexandre Bastos, Camila afirmou que não atuou como advogada nos casos e que as decisões foram desfavoráveis ao município, desmentindo qualquer possibilidade de "favorecimento".

Busca e apreensão

A operação resultou na apreensão de dois celulares, um notebook e o contrato do imóvel. Camila declarou: “Não houve apreensão de nenhum valor em dinheiro, munição e tampouco objetos de valor. Minha casa foi invadida, a porta arrombada, minha família foi exposta.” Ela criticou a abordagem da polícia e comentou que sua defesa poderia ter sido feita com uma simples "intimação".

Questionada se poderia ser um mal-entendido, ela respondeu:: “Meu nome foi incluído no relatório da Polícia Federal como ‘alvo de busca’ tão somente pelo fato de eu ser filha de alguém.” 

Camila acredita que há uma motivação política por trás da situação e reiterou que não há acusações formais contra ela. “Vou peticionar nos autos juntando os esclarecimentos e aguardar o trâmite da investigação,” completou.

Afastamento

Camila optou por se afastar do cargo de vice-presidente da OAB/MS, "Minha decisão de afastamento do cargo foi tomada em respeito à minha Instituição e à reputação da minha classe e para que não haja qualquer indagação sobre a lisura e imparcialidade das condutas a serem tomadas pela OAB/MS.

Em relação à candidatura, ela não é minha, é de um grupo que muito já trabalhou pela advocacia, e ainda vai trabalhar. Não poderia deixar todo este projeto liderado pelo advogado Bitto Pereira, ser atingido de forma negativa ou ser objeto de qualquer desvio de atenção do verdadeiro mérito que deve ser uma eleição de OAB: o trabalho pela advocacia."

Por fim, Camila deixou uma mensagem, "Eu tenho plena convicção na moralidade e na integridade das minhas ações como mulher, advogada e representante de classe. Estou comprometida em colaborar totalmente com a investigação e em esclarecer todos os fatos, respeitando sempre o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

Sou advogada há quase 12 anos, e desde então o amor pela advocacia me fez trabalhar pela minha classe, e assim pretendo continuar fazendo, sempre com responsabilidade e respeito à minha Instituição”, finaliza.

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