Desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decidiram, por unanimidade, manter a tornozeleira eletrônica do delegado da Polícia Civil Luccas Rodrigues Gomes, investigado por desvio de mercadorias contrabandeadas de alto valor.
Conforme apurado pelo JD1 Notícias, o delegado vem cumprindo as medidas cautelares há mais de um ano. A defesa dele alega que a investigação está encerrada e que os autos aguardam o oferecimento de denúncia desde 21/10/2025.
Sustenta a defesa que não há risco de fuga, pois o delegado possui residência fixa, emprego lícito e condições pessoais inteiramente favoráveis, não possuindo antecedentes criminais nem qualquer procedimento administrativo em trâmite na Corregedoria em seu desfavor, e defende a retirada do monitoramento.
Ao analisar as alegações, o desembargador relator do habeas corpus, Emerson Cafure, decidiu negar o pedido, mantendo o monitoramento do delegado.
"Analisando detidamente os autos e as informações prestadas pela autoridade coatora, verifico que a decisão que manteve as medidas cautelares impostas ao paciente encontra-se devidamente fundamentada em elementos concretos e contemporâneos, demonstrando a necessidade da medida para a garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal."
Emerson Cafure, destacou em outro trecho que "Há indícios de que os investigados teriam se utilizado do cargo para realizar abordagens ilícitas, apropriar-se de mercadorias apreendidas e desviá-las para proveito próprio, com registros audiovisuais e movimentações suspeitas no interior da unidade policial."
Expôs que “apontam os autos sua atuação direta em abordagem irregular em residência no Distrito de Vila Vargas, bem como comportamento indicativo de apropriação indevida de bens sob custódia estatal, circunstâncias que evidenciam, em tese, a prática dos crimes de abuso de autoridade, peculato e associação criminosa”.
O relator descreveu ainda que "Tem-se, portanto, que as cautelares decretadas, sendo essas o afastamento do cargo, proibição de acesso a sistemas e unidades policiais, restrição de contato com investigados e testemunhas, recolhimento de arma funcional e monitoramento eletrônico, revelam-se proporcionais, adequadas e necessárias às circunstâncias do caso".
JD1 No Celular
Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

MPMS lança na COP15 ferramenta para mapear e reduzir atropelamentos de animais

Criminalizar jornalistas é erro jurÃdico e ameaça à democracia, diz presidente da OAB-RJ

Homens que mataram mulher queimada em Campo Grande vão a júri popular

GAECO do RJ cumpre mandados em Campo Grande em investigação contra bicheiro

Operação contra trabalho escravo resgata 12 pessoas no Pantanal

Esposa de Moraes detalha contrato com Banco Master e afirma que nunca atuou no STF

Ministério Público manda prefeitura de Corguinho reorganizar sistema de controle interno

Violência contra mulheres dispara e feminicÃdio triplica em cinco anos no Brasil, diz CNJ

CNJ faz parceria com operadora e envia SMS sobre combate à violência contra mulheres

Prédio da PolÃcia Civil de MS - Foto: PCMS 



