A Justiça manteve a prisão de Ricardo Pereira Marques, acusado de envolvimento no assassinato do adolescente João Vítor Salles Gregório, de 17 anos, e em outras tentativas de homicídio a tiros ocorridas durante uma festa junina no Parque do Lageado, em Campo Grande, no dia 6 de junho deste ano.
A decisão foi tomada pelos desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que negaram o pedido de liberdade do réu.
Segundo a Justiça, existem elementos que evidenciam a ocorrência do delito, além de indícios fortes da autoria. Os magistrados destacaram a gravidade do caso, considerando a dinâmica dos fatos.
O tribunal ressaltou ainda que, mesmo havendo condições subjetivas favoráveis, como residência fixa e ocupação lícita, tais fatores não impedem a decretação da prisão cautelar quando presentes outros requisitos de ordem objetiva ou subjetiva que justifiquem a segregação do acusado.
A defesa de Ricardo Pereira Marques havia solicitado a revogação da prisão preventiva, alegando excesso de prazo na condução do processo e pedindo a substituição por medidas cautelares alternativas à prisão. Os advogados afirmaram que o réu foi preso em flagrante em 7 de junho de 2025 pela suposta prática de homicídio doloso qualificado.
No entanto, os desembargadores consideraram que o processo vem tramitando regularmente, sem atos ou omissões que caracterizem desídia ou abuso na condução do caso. Por isso, entenderam que não há, até o momento, fundamento para reconhecer excesso de prazo na prisão preventiva.
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