A Justiça determinou que Diego Barbosa Freitas, de 41 anos, seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri por envolvimento no assassinato de Elizângela Arce Corrêa e na tentativa de homicídio contra Valdeci Soares Santana. A decisão é recente e foi proferida pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida.
Os crimes ocorreram na noite de 29 de setembro de 2024, na rua Aristides Lobo, no bairro Jardim Los Angeles, na Capital. Conforme consta no processo, Elizângela foi morta a facadas, enquanto Valdeci sobreviveu ao ataque, também provocado por arma branca.
Durante a fase judicial, Valdeci vítima sobrevivente reconheceu os acusados em juízo e relatou que os réus lhe deviam dinheiro. Segundo a denúncia do Ministério Público (MPMS), os crimes teriam sido motivados por torpeza, já que os denunciados agiram em razão de desacordos relacionados à cobrança de dívidas que mantinham com as vítimas.
Na decisão, o magistrado destacou que, apesar de Diego negar participação no crime, há indícios suficientes de autoria. Para o juiz, os elementos probatórios reunidos no processo, especialmente os depoimentos colhidos em juízo, sustentam a submissão do réu ao julgamento popular.
"O depoimento da vítima Valdeci, que afirmou de forma contundente que Diego seria o autor das facadas contra si e contra Elizângela, detalhando minuciosamente como o crime ocorreu", foi apontado como um dos principais fundamentos da decisão.
O juiz também ressaltou que, neste momento processual, não há qualquer excludente de ilicitude que beneficie o acusado. Com isso, Diego Barbosa Freitas foi pronunciado para responder por homicídio consumado contra Elizângela Arce Corrêa e homicídio tentado contra Valdeci Soares Santana.
Outros envolvidos no crime
Além de Diego Barbosa Freitas, o caso envolve outros acusados. Arlindo Francisco Natalino Junior já foi julgado pelo Tribunal do Júri e absolvido pelo Conselho de Sentença.
Já Edmar Macedo Cardoso responde ao processo em separado, uma vez que aguarda o desfecho de um recurso. A decisão que manda Diego a júri popular ainda é passível de recurso, conforme prevê a legislação.
O caso segue em tramitação no Judiciário sul-mato-grossense.
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Elizangela Arce Correa não sobreviveu ao ataque (Reprodução/Facebook)



