Sahu Abel Heyn, 35 anos, acusado de matar o pai, Hugo Abel Heyn, 59 anos, a facadas, em Campo Grande, foi considerado inimputável pela Justiça e absolvido de forma imprópria. A decisão foi proferida pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.
O crime aconteceu no dia 26 de junho deste ano, em uma residência no bairro Parque Residencial Maria Aparecida Pedrossian. Após o ocorrido, Sahu foi preso e submetido a exame de insanidade, que constatou esquizofrenia paranoide, com atividade alucinatório-delirante de natureza mística e persecutória, além de descontrole de impulsos agressivos (CID-10: F.20.0).
De acordo com a sentença, considerando a inimputabilidade do acusado, foi aplicada a medida de internação por tempo indeterminado, com prazo mínimo de 1 ano. A internação perdurará até que nova perícia médica comprove a cessação de sua periculosidade.
Segundo a legislação brasileira, Sahu está isento de pena, já que, no momento do crime, em virtude da doença mental, era incapaz de entender o caráter criminoso do ato e de se comportar de acordo com tal entendimento.
Confissão e relato de abusos
Durante o andamento processual, o réu confessou ter desferido os golpes de faca contra o pai. Ao passar pelo perito, Sahu relatou:
“Eu fiquei descontrolado emocionalmente com meu pai, que me estuprava enquanto eu dormia. Eu tava com muita raiva sobre os fatos.”
A sentença que absolveu o réu foi corroborada pelo parecer do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que reconheceu a inimputabilidade do acusado diante das evidências médicas e dos relatos apresentados.
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Filho e pai - (Foto: Reprodução/Redes Sociais)



