Com receio da violência das facções criminosas e sem esclarecimentos, o Ministério Público Federal fechou desde essa quarta-feira (8) sua unidade no Centro de Ponta Porã, a 315 km de Campo Grande.
A unidade da fronteira do Brasil com o Paraguai fechou as portas e será transferida para o município de Dourados, a 230 km de Campo Grande, mas também sem previsão de data.
O MPF não esclareceu a motivação da saída repentina e disse que mudança será por três anos. “o Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu a mudança provisória da PRM de Ponta Porã para a unidade de Dourados, com a validade de três anos. A Associação dos Juízes Federais de Mato Grosso do Sul recorreu da decisão, mas o recurso foi indeferido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)".
No local onde funcionava o Ministério, não tem nenhum comunicado na porta e só tem o segurança de uma empresa particular, designado a cuidar do imóvel.
De acordo com a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), que tentou barrar a medida de transferência da unidade, mas sem sucesso, nessa transferência do MPF, o cálculo não é o mais "realístico possível" e desconsideram gastos com a logística de transporte, indenizações e ajuda de custo para as mudanças dos servidores e membros do Ministério Público Federal.
A Ajufe ainda informou que a decisão da Justiça Federal também foi alvo de atitudes suspeitas, "o que deve ser levado em consideração para fortalecer o Poder Público da região, mas não dissipá-lo".
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

TJMS endurece regras e exige investigação social prévia de novos estagiários e servidores

TJ solta investigado por homicídio que ficou mais de 20 anos foragido na Capital

Nunes pede parecer da PGR sobre revisão da condenação de Bolsonaro

Defesa de João Augusto diz que "trabalho foi feito" após condenação em Campo Grande

STF decide que shoppings devem oferecer espaço de amamentação para funcionárias

Seminário vai reunir gestores e autoridades para debater sustentabilidade na gestão pública em MS

João Augusto pega 67 anos de prisão por matar esposa e filha bebê em Campo Grande

Promotora diz que acusado matou esposa e filha bebê para não pagar pensão em Campo Grande

Testemunha diz que João Augusto comentava no trabalho que mataria esposa e bebê


Unidade será transferida para Dourados por 3 anos (Reprodução/Assessoria)



