O julgamento de João Augusto Borges de Almeida, acusado de matar a companheira Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e a filha do casal, Sophie Eugênia Borges de Medeiros, de apenas 10 meses, é marcado pela emoção da família das vítimas nesta quarta-feira (27), em Campo Grande. Durante o júri, a irmã de Vanessa, Wesla Kênia, afirmou, aos prantos, que a morte das duas “foi como se tirasse um pedaço” dela.
Ao relembrar o dia em que recebeu a notícia do crime, Wesla contou que, inicialmente, acreditou que pudesse ser um trote. “Receber a notícia é como a gente pedir para que isso seja mentira”, disse. Madrinha de Sophie, ela afirmou que acompanhou de perto a criação da sobrinha e o crescimento da irmã caçula.
“Eu ajudava a cuidar desde o início. Ver a sua irmã crescendo, correndo atrás dos sonhos, é algo muito triste. Não é de se desejar para ninguém”, declarou. Wesla também relembrou que o velório das vítimas foi rápido devido às condições dos corpos após o crime.
O Tribunal do Júri da Capital realiza a sessão sob reforço na segurança por causa da repercussão do caso. Familiares, amigos das vítimas e moradores acompanham o julgamento ao longo do dia.
Crime
O crime aconteceu em 26 de maio de 2025, após uma discussão entre o casal dentro da residência onde moravam. Conforme a denúncia, João Augusto teria asfixiado Vanessa e, em seguida, estrangulado a própria filha.
Ainda de acordo com a apuração, após os assassinatos, ele colocou os corpos das vítimas no porta-malas do carro, comprou gasolina em um posto de combustíveis e seguiu até uma área afastada no Indubrasil, onde ateou fogo nos cadáveres. Mãe e filha foram encontradas carbonizadas.
João Augusto confessou o crime durante depoimentos prestados à polícia e também em juízo.
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Wesla Kênia durante o depoimento como testemunha de acusação (Vinicius Santos)



