Menu
Busca sexta, 18 de setembro de 2020
(67) 99647-9098
TJMS setembro20
Justiça

MPF quer que Valdemiro pague indenização por falsa cura do coronavírus com feijões

Líder da Igreja Mundial pôs à venda feijões com promessa de que o plantio levaria à cura do coronavírus

05 agosto 2020 - 10h10Priscilla Porangaba

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública para que o pastor evangélico Valdemiro Santiago e a Igreja Mundial do Poder de Deus paguem pelo menos R$ 300 mil de indenização por danos sociais e morais coletivos devido divulgação de vídeos onde ele vendia sementes de feijão com a falsa promessa de que, se cultivadas, elas curariam o coronavírus.

Valdemiro chegou a citar o caso de um fiel cuja recuperação plena da doença usando os feijões estaria comprovada por um atestado médico.

O Ministério da Saúde, representado pela União, também responderá à ação por ter removido de seu site uma mensagem de alerta contra os anúncios enganosos de Valdemiro. A publicação, feita após pedido do MPF, ficou no ar durante poucos dias, foi removida sem explicações e não voltou mais à página da pasta.

O MPF destaca que o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus incorreu em prática abusiva da liberdade religiosa, ao colocar em riscos a saúde pública e induzir fiéis a comprarem um produto sem nenhuma eficácia comprovada. As sementes foram anunciadas em três vídeos veiculados no YouTube por preços que alcançavam R$ 1 mil cada. Segundo Valdemiro, a simples germinação dos grãos teria o poder de curar o coronavírus.

Fake news 

O MPF quer que a Justiça Federal conceda uma liminar obrigando o Ministério da Saúde a republicar a mensagem sobre a falsidade das informações anunciadas pelo pastor. O alerta para “fake news” havia sido veiculado no site da pasta em junho.

Um dia depois de o MPF divulgar que a requisição dos procuradores para a publicação havia sido acatada, o conteúdo tornou-se indisponível e desde então permanece fora do ar, apesar de solicitação para que a página fosse restabelecida.

O MPF pede ainda que seja estabelecido ao Ministério da Saúde o dever de identificar quem foi a autoridade que determinou a remoção da mensagem.

“O Ministério da Saúde informa que não há, até o momento, produto, substância ou alimento que garante a prevenção ou tratamento do novo coronavírus. Conforme determinação do Ministério Público Federal, o Ministério da Saúde esclarece que é falso que o plantio de sementes de feijão, comercializadas pelo líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago, leva à cura ou serve para prevenção da covid-19”, dizia o alerta removido do site. A mensagem era acompanhada de um selo que advertia: “Isto é Fake News! Esta notícia é falsa – Não divulgue”.

Aação do MPF requer a concessão de uma ordem judicial dirigida à Google Brasil, responsável pelo YouTube. Os procuradores pedem que a empresa seja obrigada a preservar a íntegra dos vídeos e forneça os dados cadastrais do usuário que os publicou. As informações serão utilizadas na instrução processual.

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Justiça
Espaço de eventos indenizará em R$ 20 mil casal por falta de água durante casamento
Justiça
Anhanguera deverá indenizar ex-aluna por cobrança indevida
Justiça
Ministério Público move ação contra contrato do Consórcio Guaicurus
Justiça
Mutirão DPVAT: 1.787 processos podem ser finalizados em 2020
Justiça
Judiciário retoma gradativamente as atividades presenciais nesta terça
Justiça
Juiz ouve testemunhas de acusação do assassinato de Carla nesta terça
Justiça
Justiça proíbe Globo de divulgar detalhes da investigação de Flávio Bolsonaro
Justiça
Justiça determina que filhos de Flordelis fiquem em presídios separados
Justiça
Ministério Público prorroga regime diferenciado de trabalho
Justiça
Atacadão indenizará cliente que comprou linguiça com larva

Mais Lidas

Geral
Confira a agenda de lives para esta sexta-feira
Geral
CRMV-MS traz veterinários que atuaram em Brumadinho para ajudar no combate ao incêndio do pantanal
Cidade
Após 20 anos vivendo na irregularidade, 215 famílias de Bodoquena receberão título de propriedade
Justiça
Espaço de eventos indenizará em R$ 20 mil casal por falta de água durante casamento