A primeira delação premiada no caso que investiga um esquema milionário de fraudes financeiras no INSS, envolvendo empresários e instituições foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise. O acordo foi firmado entre a Polícia Federal e o empresário Mauricio Camisotti e enviado pelo ministro André Mendonça do STF.
A colaboração é considerada um marco nas investigações por ser a primeira delação formalizada no inquérito que apura o desvio de milhões de reais, com suspeitas de participação de empresários e servidores.
O envio à PGR segue o rito processual e representa uma etapa decisiva. Cabe ao órgão avaliar se concorda com os termos firmados pela PF. Só após esse posicionamento é que o ministro relator poderá decidir pela homologação do acordo, o que daria validade jurídica às informações prestadas e permitiria o avanço das apurações com base nos depoimentos.
Apontado como peça-chave no esquema, Camisotti prestou cerca de dez depoimentos à Polícia Federal em São Paulo. Segundo os investigadores, ele atuava diretamente na engrenagem financeira das fraudes, que envolvem descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.
O empresário foi preso na mesma operação que deteve Antônio Camilo Antunes, outro nome apontado como relevante no esquema e que segue custodiado. Na ocasião, a PF apreendeu mais de R$ 2 milhões em bens, incluindo carros de luxo, motos, obras de arte e esculturas.
Os valores que deverão ser devolvidos ainda serão definidos com base na Lei de Organizações Criminosas.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Agiota é condenado a 8 anos de prisão por tentar matar homem em Campo Grande.

TJMS nega tese de homicídio culposo e mantém júri de estudante acusado de matar corredora

TJMS aplica multa diária de R$ 100 mil a Estado e Município por crise na Santa Casa

Defesa de Bolsonaro pede anulação de condenação por golpe; processo está com Nunes Marques

Juiz manda sequestrar quase R$ 50 mil da prefeitura para bancar tratamento de paraplégico

Juiz manda a júri popular acusado de matar mulher a tiros no Jardim Colúmbia

CNJ suspende concurso do judiciário e exige explicações sobre IA na correção de provas

TJMS rejeita recurso e mantém homem condenado a 14 anos de prisão por estupro

Devedores terão contas bloqueadas mais rápido após acordo entre CNJ e bancos

Prédio do Instituto Nacional do Seguro Social em Brasília (Divulgação)



