A primeira delação premiada no caso que investiga um esquema milionário de fraudes financeiras no INSS, envolvendo empresários e instituições foi encaminhada à Procuradoria-Geral da República (PGR) para análise. O acordo foi firmado entre a Polícia Federal e o empresário Mauricio Camisotti e enviado pelo ministro André Mendonça do STF.
A colaboração é considerada um marco nas investigações por ser a primeira delação formalizada no inquérito que apura o desvio de milhões de reais, com suspeitas de participação de empresários e servidores.
O envio à PGR segue o rito processual e representa uma etapa decisiva. Cabe ao órgão avaliar se concorda com os termos firmados pela PF. Só após esse posicionamento é que o ministro relator poderá decidir pela homologação do acordo, o que daria validade jurídica às informações prestadas e permitiria o avanço das apurações com base nos depoimentos.
Apontado como peça-chave no esquema, Camisotti prestou cerca de dez depoimentos à Polícia Federal em São Paulo. Segundo os investigadores, ele atuava diretamente na engrenagem financeira das fraudes, que envolvem descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.
O empresário foi preso na mesma operação que deteve Antônio Camilo Antunes, outro nome apontado como relevante no esquema e que segue custodiado. Na ocasião, a PF apreendeu mais de R$ 2 milhões em bens, incluindo carros de luxo, motos, obras de arte e esculturas.
Os valores que deverão ser devolvidos ainda serão definidos com base na Lei de Organizações Criminosas.
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