Durante a COP15, realizada em Campo Grande entre os dias 23 e 29 de março, a Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur MS) destacou a importância do turismo de observação de aves como ferramenta estratégica para a conservação das espécies migratórias no estado.
Na terça-feira (24), a palestra “Turismo de Observação de Aves como Ferramenta de Conservação de Espécies Migratórias em MS” reuniu especialistas, entre eles o gerente da Fundtur, Edson Moroni, o diretor de Desenvolvimento do Turismo, Geancarlo Merighi, e o ornitólogo Alyson Melo, doutorando da UFMS.
“A Fundação de Turismo, juntamente com o Imasul e pousadas pantaneiras, promovem ações de conservação com a atividade de birdwatching. E os hotspots de observação de aves do estado, que são destaques no número de registro de espécies, representam os resultados dessa conservação”, pontuou Geancarlo.
Um dos destaques foi o anúncio do registro raro da espécie Mariquita-de-connecticut (Geothlypis agilis) no Cerrado entre os municípios de Água Clara e Paraíso das Águas. Considerada migratória e geralmente encontrada na Amazônia, essa é a primeira vez que a ave é registrada no Mato Grosso do Sul e o ponto mais ao sul já documentado, ampliando o conhecimento científico sobre suas rotas migratórias.
O achado reforça a importância do Cerrado sul-mato-grossense como área de uso por aves migratórias e ressalta o papel do estado nas estratégias globais de conservação discutidas na COP15.
Além disso, foi destacada a necessidade de qualificação dos guias de turismo especializados em birdwatching para melhor atender esse público crescente e fomentar o turismo sustentável.
A programação da COP15 inclui ainda atividades culturais e debates na Casa do Homem Pantaneiro, com entrada gratuita durante toda a semana, valorizando a cultura e a natureza do Pantanal e do Cerrado.
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Espécie 'Mariquita-de-connecticut'. Ave registrada em MS só havia sido registrada uma vez no Amazonas. ( Foto: Edvaldo Souza ornitólogo)



