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Opinião

Parabéns, Campo Grande, pelos seus 117 anos

26 agosto 2016 - 10h08Pedro Chaves

Há 117 anos, no dia 26 de agosto de 1899, o presidente do estado de Mato Grosso, Coronel Antônio Pedro Alves de Barros, assinou decreto que elevou à condição de vila a pequena paróquia de Campo Grande. Para nós, campo-grandenses, esse decreto representa a certidão de nascimento de nossa cidade.

Pouco anos antes desse decreto, em 1872, na confluência dos córregos Prosa e Segredo, se instalou a imensa família do mineiro Antônio Pereira, que ali construiu casas, plantou roças e assentou as bases de uma cidade que se ergueu apesar das dificuldades, das distâncias e dos desafios históricos.

Eu nasci em Campo Grande, em 1940, na Vila Carvalho, bairro operário que fica muito próximo dos córregos Segredo e Prosa. Nesses riachos tive a felicidade de pescar e banhar-me quando suas águas eram cristalinas e piscosas e a velha Maria Fumaça passava, nas suas imediações, duas vezes por dia, levando e trazendo pessoas e sonhos.
Vi a cidade se levantando pelas mãos de um povo batalhador e ordeiro, que veio de longe, de Minas, de São Paulo, do Rio Grande do Sul, do Paraguai, do Nordeste, da Bolívia, de Portugal, da Espanha, da Armênia, da Turquia, da Síria, do Líbano, do Japão, da Alemanha...

Gente que compartilha, em paz, na mesma roda ou na mesma mesa: tereré, chimarrão, sobá, chipa, massas, kibe e churrasco com mandioca.

Pessoas que, como eu, participaram dos footings aos domingos, nas ruas centrais de Campo Grande, que se divertiam no Relógio da 14 ou ouviam as músicas nacionais e internacionais que brotavam das águas coloridas da fonte luminosa localizada na Praça Ari Coelho.   
   
Ou que iam ao estádio Belmar Fidalgo torcer pelo Comercial ou Operário e, depois, davam uma discreta passada pelo Rádio Clube ou pelos bares Cinelândia, Bom Jardim e Gato que Ri.

Que a noite assistiam bons filmes nos cinemas Alhambra, Santa Helena e Rialto.

Ao longo de 117 anos transformamos a bucólica Vila do passado em uma cidade cosmopolita, rica, bonita e aconchegante para se viver e trabalhar.   

Parabéns, Campo Grande, por seus 117 anos de vida e tantos outros de história. E parabéns, campo-grandenses, por terem construído — e continuarem construindo, cotidianamente — essa capital de que tanto nos orgulhamos.

(*) Pedro Chaves dos Santos é senador por Mato Grosso do Sul

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