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Vítima de feminicídio, Francielle tentou se matar para fugir de torturas

Adailton deu depoimento de forma fria, sem mostrar arrependimento

09 fevereiro 2022 - 12h12Rosana Lemes e Sarah Chaves
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Em audiência,  Adailton Freixeira da Silva acusado do feminicídio Francielle Guimarães Alcântara após dias de tortura, ameaças contra a vítima no dia 26 de janeiro, depos “sem demontrar arrependimentos”, segundo delegada Maíra Pacheco da Deam.

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), esclareceu em coletiva na manhã desta quarta-feira (9), as conclusões da investigação do depoimento de Adailton.

Francielle morreu no dia 26 de janeiro, o caso foi encaminhado para a Deam dia 28 do mesmo mês. Dia 31 o Setor de Investigações Gerais (SIG) a Polícia Civil e a especializada tiveram conhecimento de que o autor estava em Cuiabá. Com o apoio das autoridades daquele estado ele foi preso e trazido para Campo Grande e para delegacia na quinta-feira 3 de fevereiro.

Inicialmente Adailton teria negado todos os atos, segundo a delegada Maíra. “Depois admitiu alguns atos de tortura, ele não admitiu o feminicídio na data do crime, mas afirmou que ao longo dos 20 dias vinha praticando atos de tortura”.

Para Adailton, a motivação foi ciúme e posse, pois ele e a vítima tinham se separado, e ao reatarem ele descobriu que ela teve outro relacionamento no tempo que eles não estavam juntos e alegou traição. “Então, ao descobrir isso, no final do ano de 2021 em dezembro, ele iniciou os atos, começou pelo corte de cabelo e com uma faca, ameaçou cortar o órgão genital dela, caso ela tivesse um outro relacionamento ou terminasse com ele”.

Depois disso, segundo o suspeito, o casal passou o final de ano harmonioso, “Mas toda vez que ele pensava que ela pudesse o trair ou terminar, eles iniciavam uma discussão e ele praticava as ações de tortura”, declarou a delegada que o depoimento de Adailton foi frio e ele não demonstrou arrependimento.

“Em janeiro, ele a teria agredido com socos e pontapés no abdômen e ele teria dito que a falta de pele nas nádegas teria sido causada por duas quedas que ocasionaram um hematoma e um inchaço, e para tirar a secreção do inchaço ele usou uma gilete. Aquela pele foi necrosada e após essa necrose, eles tiveram  uma nova discussão, e ele pegou um pedaço de madeira de um banco e deu várias pauladas na região das nádegas o que fez a lesão piorar e ele tirou a pele com água oxigenada”, segunda a delegada, esse foi um dos motivos pelo qual a área estava quase sem pele, com gordura exposta.

Perto da data de 26 de janeiro, Adailton relatou que a viu tentando suicídio, com uma corda, “ele a retirou do banco e apertou a corda, dizendo que se ela quisesse se matar ele poderia ajudar “, contou.

Ainda conforme a delegada, apesar do suspeito ter dito que o episódio da corda aconteceu dias antes do óbito, as lesões encontradas no corpo da vítima indicam que ocorreram horas antes da morte.

Os menores, filhos da vítima presenciavam que muitas das vezes o pai a levava para o quarto como forma de punição, porque de acordo com ele, estava sendo traído. “ Segundo os relatos dos filhos, ela não gritava, não demonstrava choro, apenas tristeza”.

Um outro suspeito, parente de Adilton que teria dado dinheiro para que ele fugisse do flagrante e escondido sua moto será indicado por favorecimento.

Além disso ela sofria com aneurisma e era diabética e foi encontrada com um comprimido na boca. “O laudo por ser complexo ainda não foi enviado, em razão da prisão dele, nosso inquérito policial relacionado tem que ser mandado hoje para o judiciário, mas a investigação ainda esta em curso, estamos aguardando todos os laudos periciais’, completou Maíra.

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