Jovem, de 20 anos, e a companheira, de 21 anos, pais de uma bebê de um mês de vida, foram encaminhados para a delegacia na noite desta quarta-feira, dia 7, para prestar esclarecimentos a respeito da entrada da criança com fraturas nas costelas, no Hospital da Santa Casa, em Campo Grande.
O casal explicou que excedeu na força ao realizar massagem torácica para aliviar cólicas abdominais e gases no último domingo, dia 4. Ambos deram a mesma versão aos policiais militares que atenderam a ocorrência ainda no hospital.
Segundo consta no boletim de ocorrência, a mãe relatou que não buscou ajuda de imediato, pois a filha não teria esboçado nenhum tipo de dor e que também não possuía recursos financeiros para levá-la até uma unidade de saúde naquele dia.
Porém, durante a quarta-feira, após receber o salário, ela buscou ajuda na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon, onde as duas foram transferidas para a Santa Casa e após exame de tomografia, ficou constatado fraturas do 2º ao 8º arco costal à direita e do 2º ao 7º arco costal à esquerda.
Essa situação motivou a equipe médica a acionar a Polícia Militar, conforme protocolo hospitalar. Nesse momento, o pai da criança não se encontrava, pois havia deixado a unidade hospitalar sob a justificativa de buscar roupas de uso pessoal, porém, segundo a equipe médica, a saída dele aconteceu no momento que foi informado que a polícia seria acionada.
Ao retornar para o hospital, ele conversou com os militares e reafirmou a versão de que realizou a massagem torácica "exclusivamente com o objetivo de aliviar as cólicas e gases da filha", admitindo que ter aplicado força excessiva, em razão do nervosismo causado pelo choro da bebê.
Ele, ainda como consta no relato do registro policial, teria mandado uma mensagem ao senador Nelsinho Trad, que teria orientado a buscar uma unidade de saúde de imediato, mas que isso não aconteceu em razão da falta de dinheiro. Dessa forma, a bisavó da criança ficou no hospital, enquanto o casal foi encaminhado para a delegacia para prestar esclarecimentos.
O caso foi registrado como lesão corporal culposa e omissão de socorro.
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