Uma médica pediatra de São Paulo registrou boletim de ocorrência após identificar o uso indevido de seu nome e de uma assinatura falsificada em um relatório médico utilizado em campanhas de arrecadação de dinheiro na internet.
Conforme o apurado pela reportagem, o caso envolve uma suposta paciente identificada como Ana Carolina Alves, que teria divulgado pedidos de ajuda financeira para tratamento de câncer em diferentes cidades de Mato Grosso do Sul e também fora do Estado.
De acordo com o boletim eletrônico registrado na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil de São Paulo, a médica afirma ser vítima de fraude. Segundo o relato, um documento médico falso estaria sendo utilizado para dar credibilidade às campanhas online, com a inclusão indevida de seu nome e assinatura.
A pediatra aponta três inconsistências principais que evidenciariam a falsificação. A primeira é o diagnóstico, já que enquanto a campanha pede doações para tratamento de câncer, o laudo fraudulento menciona “malformação vascular”, condição considerada benigna. O segundo ponto é a especialidade médica, uma vez que a profissional não é oncologista e não atua no tratamento de câncer. Além disso, o documento apresenta uma data considerada falsa, de 18 de dezembro de 2025.
Segundo pessoas próximas à médica, o alerta surgiu após a identificação de que a suposta autora das campanhas estaria divulgando pedidos de doação em diversos sites e portais, alguns deles mediante pagamento para publicação do conteúdo. As divulgações citariam cidades como Três Lagoas, Campo Grande, Dourados, Fátima do Sul, Bonito e até localidades fora de Mato Grosso do Sul, ampliando o alcance das arrecadações.
Uma das publicações encontradas, veiculada por um portal de notícias de outro estado, relata que uma mulher identificada como Ana Carolina, de 35 anos, enfrentaria um câncer de mama HER2 positivo e precisaria arrecadar cerca de R$ 32 mil para custear cirurgia e medicamentos. A matéria inclui chave PIX, telefone e pedido de doações financeiras, além de alimentos e roupas.
Ainda não há confirmação oficial se a pessoa que aparece nas campanhas é de fato uma paciente ou também vítima do suposto esquema.
A Polícia orienta que pessoas que tenham realizado doações ou que identifiquem situações semelhantes procurem as autoridades e desconfiem de campanhas que utilizem documentos médicos sem comprovação oficial.
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