A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) realiza nesta quarta-feira (2), a incineração de 33,3 toneladas de maconha, em Dourados. A apreensão, que aconteceu na semana passada em Maracaju, se tornou a maior interceptação da história do Brasil desse tipo de entorpecente.
O trabalho será acompanhado pelo Departamento de Operações de Fronteira (DOF), que fez o flagrante. A incineração será realizada na Farinheira São Francisco, localizada no Distrito Industrial de Dourados. Além dos agentes do DOF, ainda acompanham os trabalhos: peritos criminais, juízes, promotores, do diretor do DOF, tenente-coronel Wagner Ferreira, e do titular da Defron, delegado Ricardo Cavagna.
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, o Mato Grosso do Sul é recordista histórico de apreensões de drogas do Brasil. O Estado fechou o mês de agosto com quase 520 toneladas de drogas apreendidas. Desse total, mais de 508 toneladas são de maconha, 1,7 toneladas são de cocaína e 8,4 toneladas de outros tipos de drogas, incluindo as sintéticas. As forças de segurança estaduais também apreenderam até 31 de agosto 670 quilos de pasta base de cocaína, 146,3 quilos de haxixe e 22,4 quilos de crack.
A maior parte das as apreensões, de 336,6 toneladas, aconteceram no interior do Estado e 182,4 toneladas na Capital. O aumento nas apreensões deste ano é de 109% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram tiradas de circulação mais de 248 toneladas de entorpecentes.
O secretário de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, atribui as volumosas apreensões à pandemia do coronavírus. “Em 2019 nós tivemos diversas edições da operação Aliança, onde a Senad do Paraguai e a polícia brasileira destruíram centenas de hectares de plantações de maconha, neste ano as edições foram menores, aliado a isso houve uma grande produção de drogas e um aumento de consumo nos grandes centros. Ademais, percebemos claramente formações de verdadeiros consórcios de organizações criminosas, na tentativa de reduzir custos com os transportes de entorpecentes e de evitar grandes perdas com as apreensões, como vem acontecendo no Estado”, esclareceu.
Os prejuízos do crime organizado com as apreensões realizadas em Mato Grosso do Sul ultrapassam R$ 2 bilhões, incluindo quase 520 toneladas de drogas, dinheiro em espécie e os mais de 500 veículos tirados de circulação com drogas ou com batedores.
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