Nesta quinta-feira (22), Karina, de 49 anos, ex-merendeira e candidata a vereadora em Sidrolândia no ano de 2016 e Sherry, de 39, ex presidente do diretório municipal do PC do B, vão a popular pelo assassinato da idosa Lídia Ferreira de Lima. O crime aconteceu em fevereiro de 2017.
A idosa de 61 anos, morou um tempo com Karina e foi encontrada carbonizada e com o corpo enrolado em plástico filme às margens da MS-162 entre Sidrolândia e Maracaju. As duas mulheres estão presas preventivamente desde abril de 2019.
Entenda o caso
As investigações tiveram início sem a devida identificação, mas após um ano, um familiar realizou confronto das impressões digitais e foi possível identificar a vítima.
Karina, que aproveitou da fragilidade mental da vítima e a levou para sua casa, na cidade de Sidrolândia. A mulher sabia que a idosa possuía uma aposentadoria e era herdeira de um espólio.
Com o tempo, Karina ganhou a confiança de Lídia, e passou a cuidar dos assuntos particulares da vítima, como transações e saques bancários. A vítima morou na residência da Karina por mais de dois anos e era mantida trancada em um quarto, que ficava nos fundos da casa.
A história mudou quando a família de Lídia ingressou com ação de interdição. Karina previu a possibilidade de ser responsabilizada por vários crimes e iniciou seu plano para matar a vítima. Ela chegou a relatar para a família, que a idosa tinha namorado em Maracaju e estaria indo morar com ele.
Após, Karina e Sherry deram uma substância que fez a vítima dormir, e em seguida a enrolaram em plástico filme, o que levou a vítima a morte por asfixia. Depois, colocaram o corpo no banco da frente do carro de Karina e percorreram vários quilômetros pela rodovia até chegar próximo a Maracaju. Elas desceram o corpo do veículo, jogaram substância inflamável e atearam fogo para dificultar a identificação.
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As duas mulheres estão presas preventivamente desde abril de 2019. (Foto: Robertinho/ Maracaju Speed)



