A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira (23), como parte da "Operação Aplique", uma pessoa que faz parte de um grupo que atuava no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Outros 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e Campo Grande-MS. O preso já estava sendo monitorado e investigado desde julho de 2017 por ter enviado mulas (pessoas que transportam drogas) com cocaína para Portugal.
Segundo o delegado regional de investigação e combate a crime organizado da Polícia Federal, Marcelo Ivo de Carvalho, foram notadas coincidências entre remessas apreendidas e o envio dessas pessoas ao exterior. "A partir das investigações, descobrimos que essas mulas eram entregues em um apartamento em São Paulo. A partir da coleta de imagens, em locais onde foram feitas reuniões com essas mulas, identificamos o alvo da operação".
As pessoas que transportavam drogas eram enviadas para o exterior por meio do Aeroporto Internacional de Guarulhos e transportavam, em média, entre 30 e 40 kg de cocaína. "As mulas tinham características semelhantes, as drogas eram embaladas da mesma forma". Entre o grupo havia estrangeiros de nacionalidade boliviana e espanhola, um deles com condenação por tráfico de drogas, na Bolívia, e outro com mandado de prisão expedido pela Espanha.
O alvo foi preso em casa, porque havia um temor da PF de que ele fugisse do país. "A intenção era deflagar a operação de forma conjunta, mas em virtude dessa possibilidade de fuga, ele acabou sendo preso antes. Essa investigação acabou cruzando com a outra que era desempenhada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes, que acabou sendo usada para confirmar a lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas".
De acordo com o responsável pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF, Luiz Carlos Ratto Tempestini, foi feita um investigação paralela com relação à lavagem do dinheiro, na qual constatou-se movimentação financeira acima do declarado e incompatível com a atividade.
"A movimentação financeira da conta corrente foi de R$ 30 milhões em um ano e meio. A lavagem era feita por meio de salões de beleza e empresas de outros ramos".
Todos os bens em nome do preso foram sequestrados pela Justiça, ou seja, ficam indisponíveis para o titular e, posteriormente, são revertidos para a União.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Suspeitos de matar 'Tuca' são presos em Três Lagoas

Estelionatário que aplicou 30 golpes em dois meses é preso em Campo Grande

Suspeito resiste a abordagem, entra em confronto com a PM e morre em Campo Grande

Jovem desaparecido no Nova Lima é encontrado morto em área de mata

Com apoio dos Correios, GCM apreende 38,5 quilos de drogas em encomendas na Capital

Assassinado no Jardim Centro Oeste, homem foi atingido por 9 disparos

Polícia encontrou 15 cápsulas em atentado que deixou dois feridos no Aero Rancho

AGORA: Dois homens são feridos a tiros em tentativa de homicídio no Aero Rancho

AGORA: Homem é morto com tiro na cabeça no Jardim Centro Oeste

Em Campo Grande, a Polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva (Divulgação)


