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JD1TV: PM que matou empresário no Procon morreu após falência múltipla de órgãos

Advogado de defesa relatou que a morte ocorreu em decorrência de problema renal crônico, que em junção com infecção por influenza e falta de tratamento, resultou no óbito

19 abril 2024 - 16h01Pedro Molina e Brenda Assis    atualizado em 19/04/2024 às 17h09

O advogado de defesa do policial militar aposentado José Roberto de Souza, de 54 anos, detido pelo assassinato do empresário Antônio Caetano de Carvalho dentro de uma unidade do Procon em fevereiro de 2023, e que morreu na manhã desta sexta-feira (19), em Campo Grande, confirmou que a causa da morte de seu cliente foi uma falência múltipla de órgãos.

Durante coletiva de imprensa, o advogado José Roberto da Rosa detalhou que a notícia da morte de seu cliente chegou por volta das 11h da manhã de hoje, pela unidade prisional em que ele estava preso. “Este caso, ele deixa tanto a mim quanto a minha equipe, em uma situação extremamente tristes e decepcionados”, disse o advogado.

Segundo o advogado, foram encaminhados um total de 6 pedidos em primeiro grau para que José pudesse receber tratamento médico, com o primeiro sendo encaminhado em setembro de 2023, todos recusados pelo Ministério Público, que afirmava que não havia provas que o militar aposentado estava doente. Além disso, os advogados ingressaram com dois habeas corpus, que também foram rejeitados pelo judiciário. O último pedido encaminhado pelos advogados ocorreu ainda hoje, poucas horas antes de José falecer, por volta das 8h da manhã.

“Semana passada nós estivemos no presídio, fazendo uma visita para ele, e ele pedia ‘socorro doutor, eu preciso de atendimento médico’”, disse o advogado.

De acordo com a defesa, as complicações médicas ocorreram em decorrência de problema renal crônico, que em junção de uma infecção por influenza, contraída dentro do presídio onde estava locado, somado com a falta de tratamento, resultou em uma falência múltipla de órgãos.

“É uma decepção enquanto advogado, e esta conta sobre a morte deste homem, ela é exclusivamente debitada ao Poder Judiciário”, afirmou.

O advogado Jakson Yamashita explicou que essa morte tira o direito de a sociedade julgar alguém por um crime que estava em julgamento, e afirmou Estado será processado por omissão de socorro pela família do polícia militar aposentado. “O crime praticado contra ele foi tão grave quanto o que ele praticou”, afirmou José.

Confira a fala do advogado de defesa José Roberto da Rosa:

 

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